segunda-feira, 27 de abril de 2009

Da vida e do backup

Em menos de uma semana duas coisas aconteceram que despertaram a minha “veia filosófica”: uma falha em um sistema da empresa e o filme “Click”.
Fazendo algumas operações em nosso sistema de controle de estoque, eu cometi uma operação não desejável, ou seja, fiz uma cagada mesmo. Estaria tudo perdido? Não, pois fui salvo pelo pessoal da informática que recuperou o arquivo através do sistema de backup e assim a pequena ação escatológica foi dirimida.
Na última segunda-feira (20/04/09) a rede Globo exibiu o filme “Click” onde o ator principal Adam Sandler possuía um “controle remoto universal” em que ele poderia adiantar ou voltar alguns fatos de sua vida.
Aí entra a “veia filosófica”: já pensou se tivéssemos o poder de recuperarmos os arquivos de nossa vida e pudéssemos assim corrigir tudo aquilo que nós quiséssemos?
Imagine voltarmos a nossa vida alguns minutos antes do momento em que chutamos uma bola na casa da vizinha quebrando a sua janela? Ou senão desfazermos aquela discussão que tivemos com um amigo? Que dizer então de voltarmos o tempo um dia antes da morte de um ente querido?
Como as coisas seriam diferentes, não é? Termos tudo gravado em um “winchester” (isso é coisa de alguém com mais de 30 anos) ou em um “HD” com zilhões de terabites todas as informações de nossas vidas salvas em ordem cronológica. No momento que quiséssemos “voltaríamos a fita” e começaríamos tudo de uma forma diferente.
Será que nós, ser humanos e, por conseqüência, imperfeitos, conseguiríamos usar esse backup, esse dom, de uma forma correta ou, como vemos normalmente, usaríamos para fins mais escusos?
Como não temos este poder, fica apenas a divagação.

5 comentários:

  1. Fernando, meu amigo!
    Olha, seu eu tivesse esse poder, corrigiria a besteira de ter voltado para Natal...rsrsrs.

    Grande abraço cara, e sucesso.

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  2. E a vontade que nos faz querer mais devido à um errinho cometido? E o incentivo que sentimos e a necessidade de fazer o "bem" e o "certo" quando percebemos como pisamos na bola? É! Voltar no tempo seria ótimo, mas o que seria melhor ainda seria de cada um vivesse como se esse fosse nosso último dia: intensamente! E pudesse dizer e fazer tudo aquilo que sempre vamos adiando e quem nem sempre temos como realizar depois! ;o)

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  3. meu querido irmão
    devolvo seu comentário perguntando:
    o que vc faria?
    eu respondo, NADA!
    será que se não tivessemos tido nossas brigas, discussões teríamos atingido o nível de amizade que temos?
    caso tivessemos o poder de voltar no tempo, como ficaria o aprendizado? como ficaria a evolução?
    não precisaríamos ter a coragem de dar um passo em frente, o que nos fez diferentes de tantos, pois bastaria um "click" para corrigir o que foi feito...
    esse poder tornaria todos iguais e sabemos que não somos iguais, cada ser vivente tem o seu nível de evolução que lhe propicia ir em frente de acordo com suas experiências...
    amo você meu amigo, e acho que só chegamos nesse nível depois de tudo o que passamos, hoje sabemos que mesmo estando distantes, nossa amizade continua a mesma, como a tantos (e não interessa mais contar quantos) anos...

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  4. Oi Fe.
    Sem dúvida voltar o tempo e evitar ou corrigir algo seria muito bom, mas vendo por um outro angulo, acredito que possamos nos aperfeiçoar e nos lapidar com os nossos erros, isto é o que tento quando cometo um deslize.
    Mas hoje, com certeza, se pudesse voltar atrás, certamente não estaria na agônia que me encontro. Mas como agora "Inês é Morta" (essa é para você)só me resta muita paciência e rezar. Amém!

    Eduardo Lesnok

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  5. Na verdade, a abordagem do filme Click é um pouco diferente e devo discordar de você. Lá, o Adam Sandler desejava viver somente os momentos bons e prosperos da vida e pode ver que a vida é construida de bons e maus momentos, que nao adiatava ele pular as coisas ruins. Felizmente, o personagem teve uma segunda oportunidade de fazer a coisa certa e dar prioridade para o que é importante na vida, como a família, amigos e tudo aquilo que julgarmos verdadeiro. Realmente, não da para curtir somente o doce da vida se nossas grandes experiencias e aprendizados vem dos sabores amargos e acidos que vivemos.
    Como nós engenheiros bem sabemos e os Templarios provavelmente mais ainda, as boas ferramentas e espadas devem ser forjadas a fogo e a marretadas.

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