quarta-feira, 27 de maio de 2009

Zé Rodrix

Pensei muito antes de escrever este post e então tomei a decisão de escrever.

A morte de Zé Rodrix me deixou bastante abalado e explico os motivos.

A reportagem informou que ele teve um infarte no miocárdio e que ele havia feito um “check up” neste ano que não identificou nenhuma anormalidade. Foi exatamente o que aconteceu com o meu pai.

Outro motivo foi que no dia do lançamento de meu livro, ao ir até o café da Livraria da Vila, eu vi que lá estava Zé Rodrix que negociava o lançamento de sua Trilogia do Templo.

Pensei na hora que era um sinal, mas, mesmo assim, não tive coragem de me dirigir a ele e oferecer um livro meu. Depois que comentei o fato com alguns amigos, eles me disseram que eu não poderia ter perdido esta oportunidade.

O que respondi foi que o mundo dava muitas voltas e que um dia eu o encontraria e daí não perderia esta ocasião oportuna novamente...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma frase para fazer-nos pensar

“O crente não se deixa despojar de sua fé, nem com argumentos nem com proibições. E se isso por ventura fosse conseguido, seria uma crueldade. Uma pessoa habituada a tomar narcóticos não conseguirá dormir se a privarmos deles.”

Freud, O futuro de uma ilusão*

* Texto extraído do livro O Deus exilado: breve história de uma heresia – Marília Fiorillo – Ed. Civilização Brasileira

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ordens Medievais de Cavalaria


"Duas perguntas agitavam a Idade Média por volta do século XI. Como cristianizar uma a guerra? Como ter um corpo de soldados disposto a assumir com fidelidade e de uma maneira permanente a defesa dos cristãos e sua missão contra "o Infiel"?
Como resposta, a cristandade medieval criou, não sem alguma resistência, instituições originais: as ordens militares.
Vivendo como monges, sem no entanto serem monges de fato, e agindo ao mesmo tempo como cavaleiros leigos e "cavaleiros de Cristo", protegiam-se, e atacavam, com duas armaduras: a de ferro e a da fé"
É assim que o livro Os cavaleiros de Cristo da autoria dos historiador Alain Demurger, professor da Universidade de Paris, inicia a apresentação de seu conteúdo na “orelha” da capa.
Quem leu o livro “Em Busca da Vera Cruz - A Saga de um Templário” e não tem um conhecimento mais apurado sobre o assunto pode pensar que só haviam duas Ordens de Cavalaria na época das cruzadas: os Templários e os Hospitalários.
Na realidade existiam várias ordens além das citadas acima, que são as mais conhecidas. Posso citar:
· Ordem dos Cavaleiros Teutônicos;
· Ordem de Santiago;
· Ordem do Santo Sepulcro;
· Ordem de Avis;
· Ordem de Calatrava;
· Ordem de Cristo, entre outras.
Plagiando o autor Demurger, “as ordens de cavalaria foram criadas para combater os infiéis”. Aqui vale ressaltar que os “infiéis” não seriam combatidos apenas na Palestina, mas também na Península Ibérica e, no caso dos Teutônicos, na Europa Oriental.
Na Península Ibérica as ordens de Santiago, Avis, Calatrava, Montesa, Avis e outras foram criadas para combater os mouros que estavam no local desde o século VIII e, assim, ajudar os reis de Portugal e dos reinos que hoje constituem a Espanha na reconquista das terras aos cristãos.
Os cavaleiros Teutônicos participaram das Cruzadas, e estavam ao lado do imperador do Império Romano-Germânico quando da reconquista de Jerusalém na Sexta Cruzada. Contudo, como os cavaleiros Hospitalários, os Teutônicos se tornaram senhores feudais e comandavam boa parte da atual Polônia . De sua região os Teutônicos atacavam e até mesmo massacravam os “infiéis” lituanos que, na época, não seguiam a Cruz.
Enfim, o conceito de infiéis sempre foi utilizado para atacar os dissidentes da igreja e as religiões que não seguiam a Cristo e muitos foram perseguidos além dos muçulmanos, como os judeus e os cátaros albigenses do sul da França.Terei oportunidade de, em futuros posts, apresentar um pouco das ordens de cavalaria mais conhecidas.
Na imagem acima podemos ver uma ilustração das seguintes ordens, com os seus devidos símbolos:
· Ordem do Santo Sepulcro;
· Ordem de Malta (nome atual dos Hospitalários);
· Ordem do Templo (Templários);
· Ordem de Santiago;
· Ordem dos Cavaleiros Teutônicos.

domingo, 24 de maio de 2009

Não percam hoje o filme "Cruzada"


Hoje a rede Globo de televisão irá exibir o filme "Cruzada" cujo ator principal é Orlando Bloom.
O título original deste filme é "Kingdom of Heaven" ou "Reino do Paraíso", em tradução livre, e tem como principal tema o perda de Jerusalém para o sultão Saladino, líder dos muçulmanos, após a malfadada Segunda Cruzada.
Estou recomendando este filme, pois foi uma das minhas prinicpais inspirações para o meu livro "Em busca da Vera Cruz - A saga de um Templário". Foi lá que, apesar de ler muito sobre o tema, tive meu primeiro contato com este personagem tão intrigante que é Saladino.
A personalidade do sultão me deixou tão encantado que logo após sair do filme fui direto a uma livraria para ver se havia algo sobre este tão valoroso guerreiro.
Encontrei o livro "O livro de Saladino" de Tariq Ali: um ótimo romance sobre a vida do sultão, que também recomendo.
Apesar de alguns pequenos erros históricos, como a utilização dos Templários pelos líderes cruzados para ataques contra imigos cristãos, o filme é bastante fiel à História.
Atentem para personalidade do rei cristão de Jerusalém, Guy de Lusignan, e começarão a entender como os cristãos começaram a perder a Terra Santa.
Outro importante personagem importante é Reinaldo de Chatillon que com suas atitudes insanas despertou a ira de Saladino.
O principal personagem do filme é Balian de Ibelin (Orlando Bloom). Realmente ele existiu e, ao contrário do que é mostrado no filme, ele participou da batalha dos Cornos de Hattin e foi um dos pouco sobreviventes. Todavia ele relmente foi o nobre que defendeu Jerusalém.
Enfim, vejam o filme e entrem no clima da Terra Santa à epoca das Cruzadas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Entrevista com o escritor português Pedro Silva

No final do mês de março deste ano eu tive uma grata surpresa ao ver em minha caixa de entrada um e-mail do escritor português Pedro Silva, autor, entre outras obras, do livro "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone Editora, Brasil, 2005)”. Este livro foi fundamental para criar a base para a história de meu romance “Em busca da Vera Cruz: a saga de um Templário” e, obviamente, se tornou de imensa importância para a conclusão de meu projeto. Foi no site de meu livro que ele pode verificar que apontei seu livro com uma das fontes de pesquisa por mim utilizada.

Desde o seu primeiro contato nós estamos mantendo algumas trocas de e-mail e a partir destas “conversas”, surgiu a idéia de fazermos um entrevista para que alguns dos leitores de meu blog pudessem conhecer um pouco mais deste escritor. Com a gentileza costumeira Pedro Silva prontamente atendeu ao meu pedido e muito simpaticamente respondeu as minhas questões que, penso, também gostariam de ser feitas por muitos dos leitores de meu livro.

Sinto-me honrado em poder apresentar aqui um pouco das idéias e a personalidade deste autor de mais quarenta títulos, principalmente por ele ter atendido tão prontamente a este escritor que ainda está no início desta difícil caminhada literária.



1. Pedro, você pode falar sobre a sua carreira de escritor, como iniciou e como começou a se interessar sobre os Templários?

“Curiosamente, desde os cinco anos que sonhava ser escritor. Das pequenas histórias iniciais, que nada mais eram do que pueris tentativas de redacção literária, veio o interesse, no final da adolescência, pelo ensaio histórico. E os Templários surgem naturalmente, atendendo a que nasci na cidade de Tomar (Portugal), famosa pela sua ligação a esta ordem militar e religiosa, que aqui teve a sua principal sede no meu país.”


2. Quais foram as suas influências e inspirações?

“Sobretudo, aprendi a apreciar a leitura mediante os textos de escritores como Kafka, Enid Blyton ou Lídia Jorge. Com o tempo, aprendi que todos os livros nos ensinam algo e isso tornou-se forte motivação para passar, eu próprio, a escrever. Queria, em primeiro lugar, escrever sobre temas que pudessem interessar aos leitores. Um segundo aspecto que tinha em mente era criar obras que fossem, simultaneamente, informativas, educativas e fáceis de ler (isto é, acessíveis a todo o género de leitores e não apenas os letrados). Por último, sempre tive a ambição de que os meus textos fossem efectivamente apreciados por todos os leitores.”


3. Qual a influência dos Templários na fundação do reino de Portugal?

“Sem sombra de dúvida que a influência dos Templários na fundação do reino português foi imensa. Nas minhas obras dedicadas ao tempo, faço sempre questão de referir que houve um triângulo primordial para que Portugal nascesse tão cedo no tempo: D. Afonso Henriques, S. Bernardo de Claraval (mentor da Ordem do Templo e líder dos cistercienses, familiar do primeiro monarca português) e, naturalmente, os Templários (no caso em concreto, sob a égide do grande Mestre D. Gualdim Pais, amigo de infância de Afonso Henriques). A estas três figuras se deve, primordialmente, a fundação do reino de Portugal.”


4. Você acha que os Cavaleiros do Templo tinham culpa das acusações que foram reputadas a eles no processo instaurado pelo rei da França, Felipe, o Belo e pelo Papa Clemente V, causando a extinção da Ordem e a morte do último grão-mestre Jacques de Molay?
“O tempo e as investigações históricas têm dado razão a todos aqueles que defendem que os Templários eram inocentes das acusações perpetradas contra eles por Felipe de França e os seus algozes. Verdade seja dita que, entre um tão vasto grupo de homens, terão existido, entre os Templários, pessoas de índole menos nobre. No entanto, tal existe (e existiu) em todas as instituições da Humanidade. a Ordem do Templo não era, porém, tão maléfica como foi insinuado na campanha de terror levado a cabo pelo monarca francês.”


5. Segundo os historiadores, A Ordem dos Cavaleiros do Templo foi extinta pela Igreja em 1312. Em sua opinião todos os Templários desapareceram em 1312 ou se integraram em outras Ordens ou seitas secretas?

“Sem dúvida que essa questão é de difícil resposta. Oficialmente - e para um ensaísta esta é sempre a versão principal - os Templários desapareceram no século XIV. À falta de documentos que comprovem o contrário, sou levado a concluir que os antigos cavaleiros da Ordem do Templo não ingressaram em seitas secretas. O que a História conta é que, por exemplo, em Portugal, a sua grande maioria integrou a futura Ordem de Cristo. Creio ser, assim, mais lógico concluir que os Templários se filiaram em outras instituições religiosas.”


6. Os Templários ainda existem no século XXI?

“Na minha óptica, não existem Templários no século XXI. A Ordem do Templo foi extinta no século XIV. Aos cavaleiros que ingressaram em outras estruturas, as brumas do tempo acabaram por torná-los em "antigos templários". Porém, o que se nota é um certo "espírito templário", isto é, uma procura, da parte de algumas pessoas, do retorno ao passado, identificando-se com alguns elementos teóricos da antiga estrutura criada em Jerusalém.”


7. Dos mais de quinze livros que você escreveu, qual deles é o seu preferido? Por quê?

“A minha actividade literária iniciou-se em pleno ano 2000 e, até ao momento, publiquei um pouco mais quarenta títulos, pelo que se torna assaz difícil escolher aquele livro que considero como o preferido. Mas, a ter que seleccionar algum, talvez apontasse para o primeiro, no caso "Ordem do Templo: Em Nome da Fé Cristã", não apenas por ter sido a primeira obra que publiquei, mas porque me permitiu entrar no mercado editorial brasileiro no ano seguinte e, igualmente, conhecer diversos leitores e colegas escritores que, tendo lido essa obra, acabaram por entrar em contacto comigo, dando início a um interessante intercâmbio cultural e literário.”


8. Quais são as suas obras que foram lançadas no Brasil?

“Curiosamente, até ao presente momento, continua a ser Brasil (e não no meu país) onde tenho mais títulos publicados. Segue a lista das minhas obras lançadas no país-irmão:”
- "História e Mistérios dos Templários" 2ª Edição Esgotada (Ediouro, Brasil, 2001) Ensaio
- "Os Templários e o Brasil" (Flâmula Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- "Templários (Ordem Militar e Religiosa)" (Catedral das Letras, Brasil, 2005) Ensaio
- "Confraria Mística Brasileira: a História" (MAP, Brasil, 2006) Ensaio
- "Símbolos e Mitos Templários" (Centauro Editora, Brasil, 2006) Ensaio
- "Roteiro Místico de Portugal" (Editora Leitura, Brasil, 2006) Turismo
- "Romance na Net" (Idea Editora, Brasil, 2006) co-autor: Eliete Madureira / Ficção
- "Os Grandes Mistérios da Humanidade" (Axcel Books, Brasil, 2006) Ensaio
- "Assassinos" (Pulso Editorial, Brasil, 2006) Ensaio
- "O Código da Maçonaria" (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Ensaio
- "1977" (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Crónicas
- "Portugal-Brasil: A Aventura do Descobrimento" (LGE Editora, Brasil, 2007) co-autor: Jean Angelles / Ilustrações: Gleydson Caetano / Ficção Infantil
- "Roteiro do Portugal Templário" (Letras e Magia, Brasil, 2007) Turismo
- "História Mística do Brasil" (Centauro Editora, Brasil, 2007) Ensaio
- "O dia em que a Corte Portuguesa chegou ao Brasil" (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Ensaio
- "As Maiores Personalidades da História" (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Primeiro Volume da Colecção "História Extraordinária do Mundo" / Ensaio
- "Templários (História Integral)" (Letras e Magia, Brasil, 2007) Ensaio
- "As Maiores Civilizações da História" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Segundo Volume da Colecção "História Extraordinária do Mundo" / Ensaio
- "Os mais belos lugares para se conhecer (antes que eles acabem)" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Ensaio
- "A Magia das Palavras" (LGE Editora, Brasil, 2008) Ilustrações: Fernando Reis / Ficção Infantil
- "Grandes Enigmas do Passado (Desvendando o Inexplicável)" (Pulso Editorial, Brasil, 2008) Ensaio
- "A Lança Sagrada de Hitler" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Ensaio
- "Baphomet – um enigma templário" (Letras e Magia, Brasil, 2008) Ficção
- "Ordem dos Assassini: os primeiros terroristas da humanidade" 1ª Reimpressão (Pulso Editorial, Brasil, 2009) Ensaio


9. Você tem planos para o lançamento de uma nova obra? Você poderia nos adiantar o assunto?

“Actualmente, encontro-me bastante empenhado em apostar no mercado de língua espanhola. Assim, depois do primeiro título publicado em Espanha no ano passado, é provável que volte a lançar mais uma obra de minha autoria neste país. No caso em concreto trata-se de um livro redigido com um colega escritor espanhol que aborda um lado mais misterioso da História de Portugal e Espanha, sendo que cada autor redigiu a parte concernente ao seu país de origem.

Antes de terminar, queria agradecer ao meu colega escritor F. Fernandes, a disponibilidade para esta entrevista que muito me honrou, dando-me a oportunidade de estar uma vez mais em contacto com os meus leitores brasileiros.”

sábado, 16 de maio de 2009

Oração de São Jorge



Na época das Cruzadas os soldados europeus se identificaram bastante com o São Jorge da Capadócia, santo guerreiro e protetor dos desamparados.


A identificação foi tão grande, principalmente aos ingleses, que ele se tornou o santo padroeiro da Inglaterra. Era também venerado pelos Templários.


Segue a oração de São Jorge com uma iluminura Ortodoxa do santo guerreiro:


“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.


Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.


Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.


Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.


São Jorge Rogai por Nós.”


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Simplesmente Notre Dame


Sabe quando você tem um sonho de infância e pensa que ele nunca irá se realizar, ou melhor, até sabe que vai, mas num tempo muito, muito distante? Imagine que este sonho é visitar um lugar. Não um lugar qualquer, mas um lugar muito especial. Um lugar com centenas de anos e com uma magia que transcende à crença religiosa. Agora imagine você conseguindo nesse lugar, e mais: acompanhado com a mulher de sua vida.
Bem, foi isso que aconteceu comigo em setembro de 2008. Tive a sorte e a honra de conhecer a catedral de Notre Dame, em Paris, juntamente com a minha esposa Claudia.
Sempre imaginei que quando chegasse o momento de entrar na catedral eu cairia de joelhos e não pararia de chorar. Bem isso aconteceu, todavia foi em outra igreja, em outra cidade, em outro país, mas esta é uma outra história para outro “post”.
O que realmente aconteceu foi algo mágico: no dia seguinte o Papa Bento XVI estaria em visita em Paris e ele realizaria uma missa em Notre Dame. Para o evento haveria um coral, que estava ensaiando no exato momento em que visitávamos a magnífica igreja. Foi então que aconteceu um dos momentos mais emocionantes da minha vida que apenas uma mulher como a Claudia poderia me proporcionar: um facho de luz entrou por um dos enormes vitrais, iluminando o altar central. Como em sincronismo o coral e a orquestra começaram a tocar e a Claudia... Bem a Claudia entrou em um profundo estado de emoção e começou a chorar compulsivamente. Eu a abracei e pude perceber todo o significado daquele choro. A emoção que ela estava sentindo começou a fluir por mim e entendi tudo o que ela estava sentindo.
A emoção, o local, a situação fizeram com que aquele fosse um momento impar e extremamente emocionante, que eu nunca mais esquecerei, principalmente por ter passado ao lado da mulher da minha vida.
Obrigado Claudia por ter me propiciado toda aquela emoção.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lista dos Mestres da Ordem do Templo em Portugal

  1. D. Guilherme Ricardo (até 1128)
  2. D. Raimundo Bernardo (1128)
  3. D. Hugo Martins (1139)
  4. D. Pedro Arnaldo (1156)
  5. D. Gualdim Pais (1159)
  6. D. Lopo Fernandes (1195)
  7. D. Fernando Dias (1199)
  8. D. Gomes Ramires (1206)
  9. D. Pedro Álvares (de Alvito ou de Alvitiz) (1212)
  10. D. Pedro Anes (1221)
  11. D. Martim Sanches (1224)
  12. D. Estevão de Belmonte (1234)
  13. D. Pedro Nunes (1237)
  14. D. Guilherme Falcon (1238)
  15. D. Martim Martins (1243)
  16. D. Pedro Gomes (1247)
  17. D. Paio Gomes (1251)
  18. D. Martim Nunes (1253)
  19. D. Gonçalo Martins (1265)
  20. D. Beltran de Valverde (1272)
  21. D. João Escritor (1280)
  22. D. João Fernandes (1283)
  23. D. Afonso Gomes (1288)
  24. D. Lourenço Martins (1291)
  25. D. Vasco Fernandes (1293)

Fonte: Pedro Silva, Templários em Portugal:a verdadeira história. Ícone Editora, 2005, Brasil

sábado, 9 de maio de 2009

Livros para quem quiser se aprofundar na história das Cruzadas e dos Cavaleiros Templários

Caro amigo leitor, segue abaixo uma recomendação bilbiográfica para quem quiser se aprofundar sobre o assunto das Cruzadas e dos Cavaleiros Templários:

- História das cruzadas – S. Runciman, Imago, 3 volumes, 2002 – 2003

- Templários: Os cavaleiros de Deus – Edward Burman, Círculo do Livro, 1997

- História dos cavaleiros templários: e os pretendentes de sua sucessão seguida da história das ordens de cristo e montesa – Élize de Montagnac, Madras, 2005

- Locais sagrados dos cavaleiros templários – John K. Young, Madras, 2005

- No tempo dos cavaleiros da távola redonda – Michel Pastoreau, Círculo do Livro, 1989

- Templários em Portugal: a verdadeira história – Pedro Silva, Ícone, 2005

- Os cavaleiros de Cristo: templários, teutônicos, hospitalários e outras ordens militares na idade média – Alain Demurger, Jorge Zahar, 2002

- As viagens do descobrimento – Eduardo Bueno, Objetiva, 1998

- Lamego: terras ao léu – Guido de Monterey, Edição do autor, 1984

- Abraão: uma jornada ao coração de três religiões – Bruce Feiler, Sextante, 2003

- The Templars and the Assassins: The Militia of Heaven – James Wasserman, Destiny Books, 1st edition, 2001.

- História das Cruzadas - Joseph-François Michaud, Editora das Américas, 7 volumes, Tradução Pe. Vicente Pedroso,1956.

- Secret Societies of the Middle Ages – The Assassins, the Templars and the Secret Tribunals of Westphalia – Thomas Keightley, Weiser Books, 1st edition, 2005.

- Portugal Templário – A presença templária em Portugal – José Manuel Capêlo, Editora Zéfiro, 1ª Edição, 2008.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Deu na Revista In - Março de 2009


Reportagem: Carla Mello - Revista In

A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada, a Cruzada dos Reis, foi encabeçada pelo imperador do Sacro Império Romano Germânico, Federico Barba-Roxa e pelos reis da Inglaterra e da França, Ricardo I e Felipe Augusto, formando o maior continente de cruzados desde a Primeira Cruzada.

O principal objetivo desta Cruzada era a reconquista de Jerusalém, perdida para o sultão Saladino em 1187 e restabelecer o Reino Latino.

Federico partiu por terra com um grande exército fazendo o caminho pelo vale do rio Danúbio. Sua empreitada, porém, foi trágica. Ao atravessar um rio da Cilícia, região da Armênia, ele caiu de seu cavalo e morreu afogado. Este foi o fim do apoio maciço dos germânicos cujo principal corpo da tropa resolveu retornar ao seu país.

Ricardo e Felipe vieram por mar. O francês chegou ao Acre primeiro, antecipando-se ao rei inglês por dois meses. Ricardo se atrasou devido ao naufrágio de alguns navios de sua esquadra junto à costa do Chipre. Aproveitando a sua “estadia” na ilha e com o apoio dos habitantes, Ricardo promoveu uma revolta e assumiu o controle da ilha. Muitos dos guerreiros ingleses do exército haviam participado no apoio aos portugueses na reconquista de Lisboa, Silves e outras cidades tomando-as do domínio mouro (árabes que viviam na Península Ibérica).

Como descrito no livro, a conquista do Acre pelos cristãos só foi possível devido à tenacidade, valentia e ferocidade do rei Ricardo da Inglaterra. Depois desta conquista e dos fatos decorrentes dela, Ricardo recebeu a alcunha de Coração-de-Leão.

Suas atrocidades também são verdadeiras. Um dos momentos mais cruéis ocorridos na história das Cruzadas foi o assassinato por decapitação de todos os prisioneiros árabes, civis e militares, que viviam no Acre. Isto ocorreu devido à quebra de acordo entre o rei inglês e Saladino.

O sultão Saladino, cumprindo os termos de rendição do Acre, deveria entregar seus principais prisioneiros cristãos e a Vera Cruz, que tinha sido tomada na batalha de Hattin, além de ceder todos os armamentos e todas as riquezas encontradas no Acre. Em contrapartida o rei inglês deveria libertar todos os prisioneiros.

Saladino, desconfiado das reais intenções de Ricardo, não soltou os principais prisioneiros. Em retaliação o inglês promoveu o “Massacre do Acre”. Todos os prisioneiros, incluindo mulheres e crianças, foram decapitados.

Foi então que o líder árabe mandou que seus homens escondessem a Vera Cruz. Nunca mais se ouviu ou foi relatado o paradeiro da Sagrada Relíquia.

Com a tomada do Acre e do aumento do poder de Ricardo em relação ao rei francês, começaram a ocorrer desavenças e o Felipe Augusto decidiu retirar as suas tropas e voltar para a França.

Mesmo com um continente reduzido Ricardo Coração-de-Leão decidiu atacar Jerusalém, mas quando suas tropas estavam próximas à cidade um fato inusitado aconteceu. Sem nenhum motivo aparente Ricardo decidiu desistir do ataque e voltar para a Inglaterra onde o seu irmão estava usurpando seu trono.

Os historiadores não concordam com o possível motivo desta atitude de Ricardo. O motivo mais plausível foi que Ricardo sabia que mesmo se ele conquistasse a Cidade Sagrada o exército cristão não conseguiria mantê-la por muito tempo.

É fato que apesar das atitudes insanas de Ricardo, ele foi considerado um grande guerreiro e líder além de ter sido respeitado pelos seus inimigos. Ao saber que Ricardo iria se retirar da Palestina, Saladino, considerado até hoje como um dos maiores líderes de todos os tempos, mandou uma mensagem para o rei inglês: ”Se um dia eu tiver que perder Jerusalém para um cristão, que seja para Ricardo da Inglaterra”.

A bravura e as atitudes de justiça e coerência de Saladino passaram a ser considerados pelos europeus como referências para a cavalaria medieval. O líder sarraceno ainda hoje é considerado um dos maiores heróis dos muçulmanos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Agora no Submarino você pode encontrar o livro: Em Busca da Vera Cruz - A saga de um Templário


Até que enfim o meu livro está disponível para a venda no site do Submarino.
Clique na figura e você será direcionado para a página de compra do submarino.com.br
Não se preocupe com a mensagem de não disponível, é só solicitar que a editora providenciará o livro para você.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Seita dos Assassinos (1)

A seita dos Assassinos realmente existiu. Para quem é fã de games existe um jogo chamado “Assassins Creed” que mostra de uma forma bastante interessante a forma de atuar dos Assassinos, assim como uma boa representação de como seria a fortaleza Assassina de Masyaf, na atual Síria. È importante deixar claro que o jogo possui muitos equívocos quanto à história verdadeira. Por exemplo: é citado como líder dos Cavaleiros Templários o Grão-Mestre Jacques de Molay. O problema é que de Molay foi considerado o último Grão-Mestre do Templo sendo morto na fogueira em Paris no ano de 1314. Aí está um dos erros, a história do game se passa em 1192, época da Terceira Cruzada.

Os Assassinos seguiam a doutrina “Ismaili”* cujos ensinamentos incluíam o respeito pelo Alcorão combinado com uma apreciação intelectual pelo Neoplatonismo Grego e o misticismo Hindu. A ênfase do Ismailismo no Imâ (líder religioso) vivo, enquanto o Xiismo considerava os Imãs mortos como santos, ofereceu a oportunidade para um comprometimento emocional permitindo ao discípulo direcionar seu amor espiritual ao seu Mestre. Finalmente o Ismailismo incluiu um movimento de oposição bem organizado que atraiu os desafetos políticos dos regimes vigentes na época.

Por volta da segunda metade do século XII um líder militar/religioso chamado Hassan-i-Sabah tomou posse de uma fortaleza em Alamut na Pérsia (atual Irã) e lá instituiu uma organização islâmica secreta que tinha por base os ensinamentos da doutrina Ismaili: a seita dos Assassinos.

Existem divergências sobre a origem do nome da seita. Alguns historiadores acreditam que o nome venha da palavra árabe hashishim, ou seja, “comedores de hashishi”, pois se acreditava que eram ministradas drogas aos seguidores da seita. Outra possibilidade é que o nome derive de Hassan, o fundador da seita, e que a palavra tenha como significado: “seguidores de Hassan”.

* Nome original em inglês. Não encontrei tradução e manterei a palavra em inglês neste texto.

Fonte: The Templars and the Assassins: The militia of Heaven – James Wasserman – ed. Destiny Books - USA

sábado, 2 de maio de 2009

Lista dos Grãos-Mestres Templários

1. Hugo de Payens (Huguens de Payns) (1118-1136)
2. Hugue, conde de Champagne
3. Rossal de Clairvaux
4. Geoffro de Bissor
5. André de Condemare
6. Archambaud de Saint-amande
7. Philippe de Milly (Philippus de Neapoli/de Nablus) (1169-1171)
8. Odo de St AmandOdo (Eudes) de St Amand ou Odon de Saint-Chamand (1171-1179)
9. Arnaud de Toroge (Arnaldus de Turre Rubea/de Torroja) (1179-1184)
10.Gérard de Ridefort (1185-1189)
11.Robert de Sablé (Robertus de Sabloloi) (1191-1193)
12.Gilbert Horal (Gilbertus Erail/Herail/Arayl/Horal/Roral) (1193-1200)
13.Phillipe de Plessis / Plaissie`/ Plesse` /Plessiez (1201-1208)
14.Guillaume de Chartres ou Willemus de Carnoto (1209-1219)
15.Pedro de MontaiguPierre (Pedro) de Montaigu (Petrus de Monteacuto) (1219-1230)
16.Armand de Périgord (Hermannus Petragoricensis) ou Hermann de Pierre-Grosse (???-1244) 17.Richard de Bures (1245-1247)
18.Guillaume de Sonnac (Guillelmus de Sonayo) (1247-1250)
19.Renaud de Vichiers (Rainaldus de Vicherio) (1250-1256)
20.Thomas Bérard (1256-1273)
21.Guillaume de Beaujeu (Guillelmus de Belloico) (1273-1291)
22.Thibaud Gaudin (Thiband Ggandin) (1291-1292)
23.Jacques de Molay (1292-1314)


Fonte: Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Templ%C3%A1rios

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Alguns comentários sobre o livro: "Em Busca da Vera Cruz - A Saga de um Templário"

Comentário enviado por Carlos Spinosa em: Janeiro 14, 2009, 9:47 pm
Tenho o privilégio de ser o sogro do Fernando e assim a grata oportunidade de ler em “primeira mão” o seu romance. Confesso que fiquei surpreso com a facilidade com que ele desenvolveu o enredo do romance tornando a sua leitura cativante do inicio ao fim!Portanto, gostaria de deixar publico o meu entusiasmo por esta obra cujo cenário nos reporta a Idade Média com lições de convivência entre árabes, judeus e cristãos que deveriam ser seguidas hoje!

Comentário enviado por Marcelo Ciosak em: Fevereiro 27, 2009, 4:09 pm
Um verdadeiro banquete para aqueles que buscam um romance marcante, surpreendente , baseado em fatos históricos esculpido e regado com muita imaginação. Narrado através de uma linguagem simples, com um toque sutil brasileiro e instigante do começo ao fim . Facilitado também, devido a colocação de preciosas notas explicativas nos rodapés, que são digeridas no transcorrer do romance. Tão atual nos dias de hoje quanto na época das Cruzadas, principalmente no que tange as Guerras “Santas“ originadas e motivadas em “nome de Deus “.Enquanto degustava o romance, não pude deixar de recordar e traçar um paralelo da época medieval descrita pelo romancista Ken Follet em seu livro “Os pilares da Terra” . Realmente espero que este romance seja apenas o início de muitas sagas do autor “templário” brasileiro Fernando Fernandes ! Vale a pena conferir !

Comentário enviado por marcia vergani em: Março 10, 2009, 1:41 pm
Um paraleo romantico que nos ajuda a entender o que aconteceu e que podería acontecer hoje só que em uma linguagem transparente e sedutora que faz a leitura deste livro ser agradável e suave, própria de um escritor que mesmo iniciante conseguiu descrever a saga de um cavaleiro portugues com enfoque em como cristãos judeus e arabes podem viver em união.Parabéns Fernando!
Comentário enviado por Gil Ferreira em: Março 13, 2009, 3:35 pm
Uma história realmente marcante, faço curso de jornalismo e estou recomendando esse livro para as pessoas que conhece.
A simplicidade que a narrativa dos personagens nos traz é impressionante. Parabens mais uma vez e espero que tenha uma segunda parte haha!
Parabens FF!

Comentário enviado por Moacyr Dias em: Abril 1, 2009, 10:02 pm
Querido amigo Fernando,
Terminei na semana passada a leitura do seu livro. Foi uma leitura bem gostosa, você acabou me prendendo nos fatos e informações históricas.
Bom, gostei muito que você acabou concluindo que, somos todos iguais, vindo a confirmar o mandamento do maior mestre de todos os tempos: Amais-vos uns aos outros, como eu vos amei!! Do nosso Amado e Salvador Jesus Cristo.
É isso ai Fefe parabéns!! Espero que este seja o primeiro de uma série de livros de sucesso! Sinceramente gostei demais, e aprendi demais.