quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Livro: Em Busca da Vera Cruz - A saga de um Templário





A Terceira Cruzada está em pleno curso. A cidade de Acre acaba de ser conquistada pelas tropas de Ricardo Coração-de-Leão, rei da Inglaterra e de Felipe Augusto, rei da França. O rei da Inglaterra tenta negociar um acordo com Saladino, sultão da Palestina, promovendo a troca dos prisioneiros sarracenos pela Vera Cruz, relíquia que contém pedaços de madeira da cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. O acordo é quebrado e o rei Ricardo manda decapitar todos os seus prisioneiros. Em represália, Saladino manda esconder a Vera Cruz. Em meio a esta disputa entra em cena o cavaleiro Templário Elísio de Lamego que com seus companheiros, o sargento Templário Edward de York e o sarraceno da seita dos Assassinos Yusuf ibn Rashid, é designado para recuperar a sagrada relíquia cristã.

A Terceira Cruzada é o pano de fundo desta saga do jovem Elísio de Lamego, uma comovente narrativa desse herói da Idade Média desde o seu noviciado até tornar-se um Cavaleiro Templário e sua missão em busca da Vera Cruz na Terra Santa. A sua vida de aventuras nos dá exemplos que é possível a convivência e amizade entre pessoas com preconceitos religiosos e raciais.
As batalhas para a conquista das últimas cidadelas mouras em Portugal e a captura da Vera Cruz em poder de Saladino, um dos mais famosos heróis muçulmanos, constituem, juntamente com a grande rivalidade e dissensão entre as Ordens dos Cavaleiros Templários e Hospitalários e com o seu amor proibido por uma jovem árabe, o principal tempero desse admirável romance do nosso estreante F. Fernandes.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Hierarquia Templária

As Cruzadas

A definição mais simples e direta que encontrei para as Cruzadas foi no site www.discoverynaescola.com. Lá as Cruzadas são definidas da seguinte forma: “Campanhas militares que tiveram lugar entre os séculos XI e XIII contra os muçulmanos para a reconquista da Terra Santa.”

É uma definição realmente simples e serve apenas para situar na história este importante movimento bélico dos Europeus contra os árabes ou sarracenos da Palestina. As conseqüências das Cruzadas são percebidas ainda hoje na complicada relação entre Ocidente contra o Oriente.

Aconselho que, para quem tiver interesse, dê uma olhada em um dos livros que serão citados nas referências bibliográficas que estarão contidas em momento próximo aqui no site. Pesquisando vocês vão perceber que as Cruzadas foram menos “românticas” do que são apresentadas nos filmes de Hollywood. Na primeira Cruzada, por exemplo, houve atrocidades nunca imaginadas. Na conquista de Antioquia, os europeus chegaram assar uma criança em frente aos habitantes locais e depois comeram a sua carne. Imaginem como isso deve ter abalado e enfurecido os muçulmanos.

Apenas mais uma para vocês terem idéia. Na Quarta Cruzada os Venezianos, a pretexto de libertarem Jerusalém, invadiram e saquearam a maior e mais importante cidade da cristandade, Constantinopla, atual Istambul na Turquia. Não se esqueçam que Constantinopla era a capital do Império Bizantino e quase toda a população era de cristãos. Vocês podem pesquisar na internet que verão fotos das estátuas dos Cavalos de São Marcos, na Basílica de São Marcos em Veneza. Então, ficava na capital bizantina e foi surrupiada pelos “cruzados”. E por aí vai.
Segundo a tradição são consideradas nove Cruzadas sendo a primeira em 1096 e a última em 1272.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sunitas e Xiitas

Quem leu o livro “Em Busca da Vera Cruz – A saga de um Templário” viu que um dos principais personagens da história é um árabe da seita dos Assassinos. Tenho sido questionado quanto à veracidade desta seita, então resolvi falar um pouco sobre ela.
Mas antes, para um maior entendimento, preciso comentar sobre o início do Islamismo e as suas facções Sunitas e Xiitas.
O Islamismo foi “restaurado” (Maomé dizia que tinha vindo para restaurar a verdadeira religião indicada por Deus a Abraão e que tinha sido distorcida por judeus e cristãos) pelo profeta Maomé na primeira metade do século VII d.C. na Península Arábica. Em cerca de cem anos a religião muçulmana já estava disseminada por toda a Península Ibérica, pelo o norte da África, pelo Oriente Médio chegando até a Índia.
Maomé não teve filhos homens e sim uma filha, chamada Fátima. Aqui vem uma curiosidade: um dos maiores centros católicos do mundo dedicados a Nossa Senhora é a cidade de Fátima em Portugal, nome da filha de Maomé. Como não tinha um filho, Maomé não deixou indicado um sucessor encarregado para liderar a nova religião que se formava e aí, desde o seu princípio, começou a rivalidade entre as duas principais facções do Islamismo: o sunismo e o xiismo.
Como a morte do profeta, seu sogro Abu Bakr (632-634) assumiu a liderança muçulmana como o primeiro Califa (líder religioso considerado sucessor de Maomé). Todavia, a filha do profeta, Fátima, era casada com Ali e com ele tinha dois filhos Hassan e Hussein, que, por direito de sangue, deveriam assumir no futuro a liderança da nova religião. Descontentes pela liderança de Abu Bakr, os partidários de Ali se revoltaram. Apesar desta secção, apenas Abu Bakr foi considerado califa.
As sucessões de califas foram acontecendo, conforme os califas anteriores morriam. Somente no ano de 656 Ali, o genro de Maomé, foi eleito califa, sendo considerado o 4º pelos Sunitas e o 1º pelos Xiitas, estabelecendo seu califado em Bagdá. As relações entre as facções eram turbulentas e Ali foi assassinado em 657 ficando o posto disponível para o seu filho Hussein. Uma revolta, porém, impediu a posse do neto de Maomé. Hussein então se insurgiu contra a nova liderança e durante uma batalha ele foi morto e esquartejado em Kabala. Esta morte provocou horror entre os muçulmanos, pois o neto do Profeta havia sido assassinado. Por isso os Xiitas relembram o Ashura, o dia em que o neto do profeta foi assassinado, fazendo rituais de auto-flagelação. Estavam assim formadas as duas principais facções do Islamismo: os Sunitas, seguidores da corrente islâmica ligada à Abu Bakr e seus sucessores e os Xiitas sucessores de Ali e Hussein.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Da vida e do backup

Em menos de uma semana duas coisas aconteceram que despertaram a minha “veia filosófica”: uma falha em um sistema da empresa e o filme “Click”.
Fazendo algumas operações em nosso sistema de controle de estoque, eu cometi uma operação não desejável, ou seja, fiz uma cagada mesmo. Estaria tudo perdido? Não, pois fui salvo pelo pessoal da informática que recuperou o arquivo através do sistema de backup e assim a pequena ação escatológica foi dirimida.
Na última segunda-feira (20/04/09) a rede Globo exibiu o filme “Click” onde o ator principal Adam Sandler possuía um “controle remoto universal” em que ele poderia adiantar ou voltar alguns fatos de sua vida.
Aí entra a “veia filosófica”: já pensou se tivéssemos o poder de recuperarmos os arquivos de nossa vida e pudéssemos assim corrigir tudo aquilo que nós quiséssemos?
Imagine voltarmos a nossa vida alguns minutos antes do momento em que chutamos uma bola na casa da vizinha quebrando a sua janela? Ou senão desfazermos aquela discussão que tivemos com um amigo? Que dizer então de voltarmos o tempo um dia antes da morte de um ente querido?
Como as coisas seriam diferentes, não é? Termos tudo gravado em um “winchester” (isso é coisa de alguém com mais de 30 anos) ou em um “HD” com zilhões de terabites todas as informações de nossas vidas salvas em ordem cronológica. No momento que quiséssemos “voltaríamos a fita” e começaríamos tudo de uma forma diferente.
Será que nós, ser humanos e, por conseqüência, imperfeitos, conseguiríamos usar esse backup, esse dom, de uma forma correta ou, como vemos normalmente, usaríamos para fins mais escusos?
Como não temos este poder, fica apenas a divagação.

sábado, 25 de abril de 2009

Homenagem ao sr. Geraldo - meu PAI (2) - Lição de meu pai

É interessante como a nossa vida nos apresenta situações surpreendentes.
Às vezes buscamos livros de auto-ajuda ou de pensadores e esotéricos. Lemos tudo que aparece em nossa frente para que possamos parar um pouco e pensar o quanto poderíamos ser melhores. Porém, não nos damos conta que temos os maiores ensinamentos muito próximo a nós e sem custo nenhum e só percebemos depois que temos alguma perda em nossa vida.
Fazia mais de cinco anos que meu pai havia morrido quando em uma noite eu voltava do serviço e um amigo meu, que a muito não encontrava, me convidou para comprar umas esfihas e tomar uma cerveja.
Eu nunca tive, e ainda não tenho, o costume de beber fora da minha casa mas naquela noite eu abri uma exceção por ter sido um convite de um amigo muito querido, que a muito eu não via.
Depois de algumas cervejas o meu amigo, Alexandre é seu nome, começou a falar sobre um ensinamento que meu pai tinha dado a ele e que ninguém na minha casa sabia.
Disse-me que em um certo dia ele não tinha dinheiro em sua casa nem ao menos para comprar um litro de leite e, no desespero, foi pedir emprestado ao meu pai. Meu pai foi bastante duro e disse que naquele momento ele não tinha dinheiro, mas estava precisando que alguém fizesse algumas peças para que ele pudesse fazer arranjos de noivas e se o meu amigo aceitasse ele pagaria depois que ele tivesse termninado as peças.
O Alexandre não pensou duas vezes e concordou. Devido à necessidade ele mandou ver nas peças e na mesma tarde as entregou ao meu pai.
Feliz pelo trabalho o velho pagou como prometido e uma quantia muito maior do que valeriam as peças. “Fernando” – disse meu amigo – “o seu pai me deu a lição mais importante de minha vida. Ele me mostrou que não conseguimos nada de mão-beijada e que temos que lutar para perseguimos o que queremos.”
Preciso escrever algo mais?

Homenagem ao sr. Geraldo - meu PAI (1) - Domingo era o dia

Domingo era o dia.
Acordávamos cedo, o que era profundamente um absurdo em se tratando de nossa família, e íamos até a casa da minha avó para pegá-la.
Destino: Quatinga – pequenina cidade no interior de São Paulo, logo após Suzano.
Objetivo: Encontrarmos um bom lugar para pescar e fazer um pic-nic.
Comprávamos carne no açougue perto de casa e os pãezinhos em Suzano, logo antes de pegarmos o “caminho da roça”.
A estradinha de terra que ligava Suzano a Quatinga era repleta de riachos de água muito fria e cristalina. Ao encontrar um veio d´água meu pai pedia para a minha mãe parar o carro para ele dar uma olhada. Isto mesmo, a motorista da casa era a minha mãe. O velho Geraldo nem ao menos tinha carteira de motorista.
Bem, voltando ao rio, ele ia até as suas margens e começava a fazer a “prospecção” em busca de alguns lambaris.
O método de meu pai era bem simples e eficiente: ele pegava alguns pedaços de pão e os esmigalhava em suas mãos transformando-o em uma espécie de farelo e logo após jogava no rio. A cena que se seguia era quase que surreal: a água começava a borbulhar, como se estivesse fervendo, devido ao movimento dos peixinhos.
Daí meu pai falava: “É aqui mesmo que vamos ficar”.
Então todos descíamos para a beira do rio e lá montávamos toda a nossa infra-estrutura: cadeiras, varas de pescar, caixa de isopor com refrigerante e, claro, a churrasqueira. O lugar onde “queimávamos” a carne era bem “tecnológico”: algumas pedras juntadas na beira do rio servindo como base, o carvão e uma grelhazinha.
Era uma festa. Minha irmã, então bem pequenina, ia atrás do meu pai para todos os lugares. O velho nunca ficava no mesmo lugar e cada vez mais ia entrando na mata em busca de um bom pesqueiro e lá atrás dele ia a Lucianinha. Um dia meu pai estava se embrenhando na mata quando deu um grito de alegria: “Olha aqui, que legal”. Quando eu olhei para ele a minha irmã já estava quase em cima para ver o que ele estava vendo. De repente ele ergueu a varinha de bambu que estava em sua mão e em cima dela estava uma cobra verde. As reações foram diversas. Minha mãe começou a gritar. Minha irmã a bater palma. Eu fiquei petrificado com a cena. Minha avó a dar bronca em seu filho: “Geraldinho, pelo amor de Deus, sai daí já. Esta cobra vai te picar” E meu pai? Meu pai com aquele brilho nos olhos, parecendo um moleque de dez anos de idade, só gargalhava. Bem, graças a Deus nada de mal aconteceu e a cobra, mais assustada que nós, fugiu para o meio da mata buscando um lugar seguro.
A minha diversão era ficar ao lado de minha avó. Quando não estávamos pescando, estávamos desbravando o matagal em busca de samambaias e outras plantinhas que ela adorava. Eu me sentia o próprio Indiana Jones até que um dia nestas excursões “Em Busca da Planta Perdida” eu dei um passo em falso e fui cair em um lago. Coitada da vó Maria. Ela começou a ficar desesperada e não havia ninguém para ajudá-la a me tirar do rio. Como eu nadava bem, não tive problemas quanto a afundar ou me afogar. O problema era subir o barranco lamacento e sem algum ponto para me agarrar. De repente a D. Maria desapareceu e ressurgiu com um pedaço de tronco que ela apontou em minha direção. Eu me agarrei e aquela senhora com mais de setenta anos de idade me puxou com uma força surpreendente. Chegamos ao ponto onde estavam todos em meio a muitas gargalhadas. E todos entraram na risada depois de ouvirem a nossa história.
De todos, quem menos curtia a situação era a D. Alzira, minha mãe. Ela odeia insetos e morre de pavor de cobras. Ela ficava um pouquinho com a gente, mas depois ia para o carro, para evitar problemas.
Ao final do dia nós recolhíamos todas as nossas tralhas e o balde com lambaris capturados e voltávamos todos felizes, cansados e sujos para a nossa feliz vida em São Paulo.
Finais de semana como estes são inesquecíveis para mim e toda vez que penso nisto, e mesmo agora terminando este texto, uma gota de lágrima corre por meu rosto.

Ainda é tempo para corrigir

Depois que e eu editei o livro e, mais especificamente, quando entreguei o meu livro para a minha mãe, eu percebi que tinha cometido um erro tremendo na página de agradecimentos: eu havia esquecido de citar os nomes de meu pai e da minha mãe.
E hoje é o dia de corrigir este erro, que, penso, foi inconsciente, visto que eu nunca chamava meu pai de Geraldo e minha mãe de Alzira. Com certeza esta atualização será feita no dia em que eu fizer a segunda edição de meu livro.
Hoje é dia 25/04, aniversário de nascimento daquele homem que foi e sempre será o mais importante de toda a minha vida, o sr. Geraldo Luiz Fernandes, meu PAI, e como presente segue agora como deveria ter ficado a página de agradecimentos de meu livro:

Agradeço ao meu amigo e escritor Eduardo Lesnok, o grande incentivador deste livro e responsável por eu ter ido até final deste projeto.
Agradeço aos meus pais por terem me dado a oportunidade de estudar e de ter sempre ao meu lado um livro para encher a minha imaginação com soldados, mágicos, escoteiros perdidos na selva, meninos em busca de ouro numa ilha perdida, de faraós em lugares incríveis, que fizeram com que a minha mente fosse responsável por escrever histórias como esta. Meu Pai, Geraldo Luiz Fernandes, onde o senhor estiver, saiba que este livro foi escrito sempre pensando em você. Minha Mãe, Alzira Lazaro Fernandes, obrigado por ter ficado ao meu lado nos melhores e piores momentos de minha vida.
Agradeço ao meu sogro, Carlos Spinosa, por ser um grande incentivador e conselheiro.
Agradeço minha esposa Claudia, minha amada, a mulher que Deus pôs ao meu lado para que trilhássemos um caminho de muito amor, por ter sido a minha crítica e ter ajudado a chegar ao final do livro. Amor, você sabe que se eu não tivesse o seu apoio, não chegaria até aqui.
Por fim, agradeço a Ele, o Senhor do Universo, por ter me iluminado ao escrever coisas que, antes de sentar em frente ao micro, eu nem tinha ideia do que seria escrito e por ter colocado em meu alcance as informações preciosas que fizeram com que a trama do livro se fechasse.

sexta-feira, 24 de abril de 2009



Oi pessoal,

Estou inciando a minha carreira de blogueiro.

Espero que vocês gostem de alguns textos que pretendo postar aqui e que contruibuam com os seus comentários sobre o meu livro Em Busca da Vera Cruz - A Saga de um Templário.