terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera (V)

Seu caminhar pelas desertas ruas da cidade o levava a lugar algum. Gregório jamais imaginou que este encontro pudesse terminar desta forma, em sua mente, uma conversa séria e bem clara com Lucia sobre seus sentimentos e intenções com Lourdes, seria o suficiente para Lucia entender e parar com as insinuações que vinha fazendo. Jamais imaginou este lado forte e possessivo dela.
Parado, em uma esquina, se perguntou: E se Lucia revelasse este encontro à Lourdes? Meu Deus! Como pude ser tão ingênuo marcando este encontro às escondidas com Lucia.
Gregório percorre as ruas do centro da cidade madrugada adentro. Vários foram os bares que parou tentando buscar uma forma de corrigir este desastroso encontro.
Então, Gregório decide tomar uma postura mais firme. Ele não pode se sentir dominado pela astúcia de Lucia. Abrirá o jogo com Lourdes, contará tudo o que está ocorrendo, abrirá seu coração para a mulher com quem deseja realmente ficar. Lucia está se tornando uma fantasia em sua mente, sua beleza e charme estão confundindo os seus sentimentos.
Está decidido. Ela o compreenderá. Irá entender o que está acontecendo e juntos irão desbancar Lucia. Ele não suporta mais levar adiante esta situação. As coisas estão tomando um rumo onde ele logo não terá mais controle. Antes que isso aconteça, é melhor revelar tudo a Lourdes.
Seus pensamentos buscam a melhor maneira de como fazer a revelação sem que Lourdes o interprete mal e não lhe dê a chance de uma segunda tentativa de explicação, mas ao mesmo tempo a imagem da linda mulher que é Lucia não sai de sua mente, ela é uma espetacular mulher, objeto de desejo de qualquer homem. As coisas se confundem em sua cabeça não permitindo que raciocine com clareza.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera (IV)

Gregório engoliu seco o restante de vinho que tinha em sua taça, na esperança de aliviar sua tensão, mas foi uma tentativa frustrada, pois quase se engasgou, tendo que solicitar ao garçom mais uma taça.
Lucia rapidamente disse que o acompanharia com o vinho, deixando Gregório mais embaraçado, pois não era normal uma mulher beber em público, mas Gregório não estava em condições de contestar coisa alguma.
A voz macia de Lucia o hipnotizava, cada vez mais a situação fugia de seu controle, até que Lucia lhe pôs em “xeque”:
- Então, Greg, por que, enfim, você marcou este encontro?
Greg? Ela disse Greg? Até mesmo Lourdes só o chamava de Gregório. Somente seus amigos mais íntimos se dirigiam a ele daquela forma. Isto era um mau sinal. Ela tinha ido direto ao ponto e o deixara sem chão.
- Sabe, Lúcia, sabe como é, eu... Eu precisava conversar com você sobre um assunto...
- Vamos. Fale Greg. Por que está tão reticente? Você não é assim... – disse Lúcia com um sorriso malicioso.
- Lúcia, não sei se estou confundindo as coisas, mas sabe, eu amo muito sua irmã e tenho sentido que você... Como posso dizer? Você...
- Estou dando em cima de você. É isto mesmo. Você tem razão. Greg, não posso me conformar que você esteja apaixonado por minha irmã. Ela não lhe merece. Eu é quem sou mulher para você.
Pronto. Agora não havia a menor sombra de dúvida. Realmente o pior acontecera. O impacto das palavras dela chegou a ele como um soco no peito. Quase sem fôlego e percebendo a gravidade da situação e já prevendo onde aquilo poderia chegar, Gregório decidiu dar o contra-ataque.
- Lúcia, eu quero deixar uma coisa bastante clara para você. Eu AMO a sua irmã. É com ela que vou casar e com ela vou viver até o resto de minha vida. E Lourdes sente a mesma coisa. Nada nem ninguém vai impedir a nossa felicidade. Peço a você encarecidamente que pare com esta brincadeira sem gosto. Você está parecendo uma menininha que quer a bonequinha da irmã mais velha. Isto não é uma brincadeira nem um joguinho de crianças, Lúcia. Desista. Nada nem ninguém vai me fazer separar de sua irmã, muito menos você.
Agora quem acusava o golpe era Lúcia. A expressão terna e sensual de Lúcia se transformou em uma máscara vermelha de ódio. Seu olhos ficaram injetados de sangue e, sem se importar com as pessoas que estavam em volta, ela deu um murro na mesa tombando as taças de vinho.
- Você será meu Gregório. Ouça o que estou falando e grave nesta sua mente. Você será meu. – gritou a bela mulher levantando-se e correndo para fora do café.
Pasmo! Este foi o estado que Gregório ficou com a atitude de Lucia. Ele nunca imaginou que ela teria esta reação e principalmente da maneira agressiva como fez.
Os olhares em sua direção o deixaram ainda mais inibido. Suas mãos tremiam tanto que quase não foram capazes de levantar as taças de vinho caídas. As marcas deixadas pelo vinho caído sobre a toalha branca, simbolizavam perfeitamente a raiva e agressividade de Lucia.
Como ficaria o seu relacionamento com Lourdes sabendo ele agora das intenções de Lucia? Esta era a pergunta que não parava de açoitar a sua mente. Sem olhar para os lados, levantou-se, dirigiu-se ao caixa, pagou sua conta e saiu.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera (III)

Lucia chegou após quarenta minutos de atraso, bem no momento em que Gregório tomara a decisão de ir embora e deixar tudo pra lá, deixando o resto de vinho em sua taça. Mas ao ver a jovem e bela mulher chegar ele não tinha mais opção. Agora era enfrentar a situação e deixar tudo em pratos limpos.
Ela chegou com um sorriso cativante e malicioso. Seria malicioso ou era coisa da cabeça dele? Como ela era linda... Gregório nunca tinha reparado na beleza de Lúcia.
Ela veio direto até a sua mesa, postada estrategicamente em um ponto onde Gregório podia observar todos que entravam.
Seu coração pulsou mais forte, não sabia se era pela beleza e encanto de Lucia ou se era pelo cenário que estava se formando. Gregório tentava aparentar calma e controle da situação, mas seus gestos e o suor correndo pela têmpora demonstravam um outro quadro.
Lucia sorria, parecia brincar com a situação. Gregório cada vez mais se sentia desconfortável.
Ela sentou com charme e sensualidade. Pôs sua bolsa vermelha delicadamente sobre a mesa, vermelho este que combinava perfeitamente com o batom que delineava seus grossos e vistosos lábios. A imagem que Gregório vislumbrava através do pronunciado decote no vestido de Lucia o deixava ainda mais impaciente e confuso.
Gregório engoliu seco o restante de vinho que tinha em sua taça, na esperança de aliviar sua tensão, mas foi uma tentativa frustrada, pois quase se engasgou, tendo que solicitar ao garçom mais uma taça.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera (II)

Lourdes era tudo em sua vida. Ele tinha plena certeza que seria com ela que formaria uma família. A família de seus sonhos. Crianças pelo quintal, passeios matinais aos domingos no parque e piqueniques.
Gregório chegava até ver estas cenas em seus pensamentos, tamanha a certeza desta união. Mas a vida prega peças! Quando você menos espera o rumo de sua vida esta apontando para outro lado, o vento sopra para uma direção e te conduz sem que você se de conta, e quando percebe, lá está você, perdido e vendo tudo escapar entre seus dedos.
Várias foram às vezes que Gregório notou olhares maliciosos de Lucia, irmã mais nova de Lourdes, em sua direção, mas evitou retribuir e até mesmo desconsiderou, preferindo achar que era apenas impressão sua, mas isto foi ocorrendo com freqüência, até que um dia decidiu ter uma conversa em particular com ela, sem que Lourdes soubesse.
Marcaram o encontro em um café no centro de São Paulo. O lugar reservado e intimista, pensava Gregório, seria um ótimo lugar para eles conversarem sobre o assunto tão delicado.
Sentou, e pediu uma taça de vinho tinto.
Ele não sabia como iniciaria a conversa. E se fosse apenas uma coisa de sua cabeça? E se ela estivesse sendo apenas delicada e ele estivesse confundindo amizade com assédio? Não. Sua posição já estava tomada e ele tiraria a dúvida que o estava incomodando há algum tempo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera (I)

Caro leitor,
A cerca de três meses eu e o meu amigo escritor Eduardo Lesnok, autor do livro “Santiago de Compostela – um caminho de luz”, iniciamos a formatação de um projeto que surgiu em um bate-papo num almoço em um restaurante do bairro da Luz.
A idéia do projeto é que escrevêssemos uma história a quatro - mãos e sem que um combinasse previamente com o outro o que seria escrito. Um iniciaria um parágrafo e o outro continuaria a história.
Apesar do tempo que demoramos em escrever (sempre falávamos que nosso editor não tinha estipulado o prazo...) o resultado foi bem surpreendente.
Pois bem, a partir de agora irei apresentar aqui em meu blog o texto resultante deste projeto. Espero que gostem e comentem.
Ah! Não vou postar todo o texto de uma vez. Você o receberá em doses homeopáticas.
Em tempo: Para aqueles que estão interessados no livro “Santiago de Compostela – um caminho de luz”, ele pode ser comprado pelo site http://www.santiago-umcaminhodeluz.com.
Um homem acordou de mau humor naquele lindo dia de primavera.
O céu estava pintado de tantas tonalidades de azul que nem mesmo o melhor dos pintores poderia reproduzi-las em suas telas.
A temperatura estava amena, como quase sempre acontece nas manhãs da cidade de São Paulo nesta estação do ano.
O sol brilhava uma luz amarelo-esbranquiçada, e estava difícil se manter com os olhos abertos sem a proteção de óculos escuros.
O verde das árvores se destacava com todo este pano de fundo de cores primaveris. Os pardais faziam sua algazarra matutina, numa mistura de cantos e piados tão intensos que despertavam até mesmo o mais sonolento dos moradores.
Mas nada tocava o coração daquele homem.
Para ele o cenário estava pintado em uma escala de tons de cinza que iam do preto ao branco. Não era daltônico, mas a sua mente estava fechada para as belezas da vida.
A visita que recebera na noite anterior o deixara sem chão. O mundo parecia desabar sobre sua cabeça. Aquela senhora de cabelos dourados bem penteados, colar com enormes pérolas, trajando um alinhado tailleur bordô, arrancou de si um passado que achava estar enterrado. Suas pernas tremeram a ponto de escorar no velho móvel que sustenta retratos de uma vida distante e que não imaginava mais ser capaz de um dia se tornar presente.
A poltrona gasta pelo tempo, encarregou-se de acolhê-lo diante da forte e surpreendente notícia.
A elegante senhora dirigiu-se até a cozinha para lhe trazer um copo com água. Apesar de tantos anos ela ainda se recordava muito bem do caminho. Nada parecia estranho para ela.
Como o mundo é estranho. Como a cabeça do ser humano é mais estranha ainda. Até aquela noite ele era um homem solteiro, de meia-idade, livre para sair no momento em que quisesse ou ficar em sua casa lendo um bom livro. O controle de sua vida estava em suas mãos.
Mas a presença dela mudou tudo.
Todas as lembranças do passado surgiram como grilhões cercando sua liberdade.
A presença daquela bela senhora trouxe a ele um sentimento de paralisia e resignação. Estava congelado de terror.
Eles se conheceram a mais de trinta anos. Eram jovens e se apaixonaram assim que se viram pela primeira vez.
Sua paixão foi avassaladora e as horas eram contadas minuto a minuto só esperando o momento em que ficariam sós.
O mundo para eles era algo que destoava da realidade. Viviam quase em um cenário surreal de amor e prazer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deu na Internet - Entrevista para o blog INPR

Acompanhe a entrevista que dei para o blog INPR Brasil - Intituto de Pesquisas Religiosas.

O INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas), é um instituto interdenominacional, de caráter evangélico, sem fins lucrativos e que iniciou suas atividades em maio de 2005. Além do site, publica periodicamente o boletim informativo "O Apologista", segundo maior veículo de divulgação do instituto.

Leia e comente.

http://inprdestaqueb.blogspot.com/2009_11_23_archive.html

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relíquias Sagradas - um livro surpreendente

A primeira vez que ouvi o nome Fred Vargas foi no livro Sete de Paus do escritor brasileiro Mario Prata. Este livro conta a história de um agende da Polícia Federal que tenta prender um assassino em série. Este agende é fissurado por romances policiais e lá o principal personagem fala sobre a autora de ótimos livros do gênero. Isso mesmo, Fred Vargas é uma mulher que de uma forma fantástica consegue criar no livro Relíquias Sagradas uma trama que mais parece uma colcha de retalhos, mas que nos dá um final surpreendente.
Não é um livro forçado, como muitos outros policiais, que inventam um assassino improvável só para deixar o leitor perplexo por não ter descoberto qual seria o fim.
O "Sherlock" de Vargas e o delegado Jean-Baptiste Adamsberg, o líder de uma brigada parisiense com polciais muito interessantes e com caracteríticas físicas e psicológicas muito distintas, mas que na sua diversidade formam um grupo de investigadores excepcionais.
Foi o primeira obra que li de Fred Vargas, todavia eu já me considero um fã e vou logo comprar outro livro com o formidável delegado Adamsberg, personagem que com o seu jeito todo especial consegue sacadas incríveis e com um humor bastante ácido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

São Paulo - Ficção ou realidade


Esta é a primeira vez que utilizo este espaço para comentar sobre politica ou sobre coisas que estão acontecendo na minha querida cidade de São Paulo, mas o que presenciei no último final de semana e ainda vejo hoje, me deixou tão irritado que resolvi escrever.
O foco deste blog é manter um diálogo sobre textos, literatura e divulgação de meu livro, mas não consegui aguentar.

Há algum tempo atrás, penso que em 2007, eu fui com a minha mãe e com a minha esposa so centro de São Paulo para tomar um café no Pátio do Colégio.
Ao ir embora, resolvi passar em frente ao Mosteiro de São Bento e em seguida peguei a Líbero Badaró. Quando passávamos pelo Largo do Patriarca tivemos uma surpresa. Em nosso lado direito estava o Viaduto do Chá. O cenário era de uma praça de guerra: lixo para todo o lado e carros incendiados num clima de pós-ataque nuclear. Parecia que algo terrível havia acontecido.
Só percebemos que alguma publicidade deveria estar sendo gravada, porque haviam muitas câmeras e mais de uma dezena de traillers por toda a Líbero Badaró até quase chegar no Largo São Francisco.
De noite ficamos sabendo que estava sendo filmado no Viaduto do Chá o filme "Ensaio sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles, baseado no livro de mesmo nome do escritor português José Saramago. Bem, porque estou escrevendo tudo isso? Porque a ficção está virando realidade. Porque as ruas dos centro de São Paulo estão ficando quase igual àquele cenário Hollywoodiano. O nível de sujidade que presenciei nas ruas do Pari, Brás e Liberdade nestes últimos dias estão muito próximos da capa do livro de Saramago (imagem deste post). O que está acontecendo com a nossa querida cidade? O que estão fazendo com ela? Está faltando dinheiro ou vergonha na cara?
Desculpe-me pelo desabafo amigos, mas do jeito que está, não dá. A vida está imitando a arte, infelizmente neste caso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ONE - Um livro sobre a verdadeira liderança


Sabe quando você começa a ler um livro por indicação e pensa que será mais um daqueles livros de liderança cheio de fórmulas mágicas e autopromoção do autor?

Este era o meu pensamento ao começar a ler o livro ONE – a arte e a prática da liderança consciente. Entretanto, o que encontrei foi uma aula de como liderar pessoas.

O livro está fundamentado nos princípios CASTLE, acrônimo em inglês que significa:

C – Coragem;

A – Autenticidade;

S – Serviço;

T – Confiabilidade;

L – Amor (Love);

E – Efetividade.

Segundo o autor seguindo os fundamentos CASTLE atingiremos o máximo de nossa liderança.

ONE, escrito por Lance Secretan, está bem alinhado com o livro O Monge e o Executivo onde o autor nos mostra que o ideal é fazermos uma liderança servidora (Serviço, o terceiro princípio CASTLE). Sou suspeito em falar sobre O Monge e o Executivo. Aqueles que me conhecem e principalmente aqueles que trabalharam comigo e foram presenteados com este livro sabem que eu o considero um manual de como liderar.

Porém ONE amplia ainda mais o conceito de liderança servidora e nos faz pensar na forma em que tocamos nossos negócios e nossa vida. Inclusive este é um conceito muito interessante: a vida e o nosso trabalho não são coisas separadas, são a mesma coisa, são UM (ONE). Não podemos ser servidores em nossa vida particular e não em nosso emprego, pois a nossa vida é uma só, e sendo assim temos que ser autênticos e corajosos para atuarmos sempre da mesma forma.

Enfim, recomendo que leiam este livro. Se você é um gerente, um supervisor, um comandante, este livro é fundamental para que seu resultado (Efetividade) melhore cada vez mais. Se você não lidera ninguém em seu trabalho, lembre-se que você tem que aprender a liderar uma pessoa muito importante: VOCÊ.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"Não adianta dizer: 'Estamos fazendo o melhor que podemos'. Temos que conseguir o que quer que seja necessário."

Winston Churchill (*1874 +1965)

domingo, 23 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."

Winston Churchill (*1874 +1965)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"A melhor cura para o amor é ainda aquele remédio eterno: amor retribuído."
Nietzsche (*1844 +1900)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo."

Winston Churchill (*1874 +1965)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"O mundo pertence aos otimistas; os pessimistas são meros espectadores."
Dwight D. Eisenhower (*1890 +1969)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Hobbit - J. R .R. Tolkien - Uma aventura deliciosa

Acabo de terminar a prazerosa leitura do livro "O Hobbit" de J. R. R. Tolkien.
Quem sou eu para fazer comentários sobre um escritor que escreveu obras-primas como a trilogia de "O Senhor dos Anéis", mas me arrisco a falar sobre esta obra.
Comprei o livro meio que sem querer através de uma promoção do Submarino. E olha, não me arrependi nem um pouco, ou melhor, me arrependo por não ter comprado este livro antes.
Eu já li a trilogia de "O Senhor dos Anéis" e pensava que o assunto estava saturado para mim. Ledo engano.
A forma como Tolkien conduz a história é deliciosa. Senti-me sentado ouvindo um contador de histórias contando as aventuras do pequeno hobbit Bilbo Bolseiro, o mago Gandalf e treze anões por montanhas cheias de orcs, florestas com aranhas terríveis e elfos da floresta. Sim amigos, uma história feita para crianças que emociona pessoas de todas as idades.
O primeiro livro da trilogia "A Sociedade dos Anéis" tem em seu início uma breve citação da história de "O Hobbit", mas sugiro fortemente que se aventurem pelas Terras Ermas como o nosso amigo Bilbo, tio de Frodo e seus companheiros.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

The book is on the table

O livro está sobre a mesa. Está todo empoeirado como toda a mobília daquela sala, abandonada a muito, muito tempo.
E o livro está sobre a mesa.
Intacto. Incólume ao tempo que passa pela janela como um filme em rotação acelerada.
E ele está lá. Sobre a mesa.
Quanto tempo faz que suas páginas não são folheadas! Há quantas luas o seu cheiro misto de mofo com umidade em um papel amarelado não é sentido!
E suas palavras, sua história, seu conteúdo, quanto tempo não é lido!
Estaria ele melhor em uma prateleira da estante instalada em uma parede bolorenta junto a outros exemplares também a muito esquecidos?
Não. A mesa é o melhor lugar. Lá muitas pessoas se sentaram para manuseá-lo e aprender com a sua sabedoria. Lá há muito ele está e permancerá a espera de um novo companheiro que o limpe das marcas do tempo e o leve de lá para cá aos cafés, aos parques e ao final da noite à cabeceira de uma cama.
Sim, ele espera para voltar a ser o amigo fiel cuja missão é transportar por países desconhecidos e fazer conhecer pessoas que nunca poderiam ser encontradas, e, ao final da noite, acompanhar o leitor em sua jornada aos braços de Morfeu.
O livro está sobre a mesa, a espera de alguém para manuseá-lo. Ele está a espera de VOCÊ.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas quando parte, nunca vai só nem nos deixa a sós. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada”.
Khalil Gibran - escritor (*1883 +1931)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pensamento do dia

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

Fernando Pessoa - escritor português (*1888 +1935)

domingo, 26 de julho de 2009

Ordem de Cristo (I)

Em Portugal, a Ordem de Cristo foi fundada com o nome de Ordo Militae Jesu Christi seguindo a regra da Ordem de Calatrava e estava colocada sob a tutela da abadia Cisterciense de Alcobaça. A sé central, inicialmente estabelecida em Castro Marim, antiga possessão do Templo na embocadura do Gualdiana, deslocou-se para Tomar em 1357.
O rei escolheu como primeiro mestre o mestre da ordem de Avis, Gil Martins, e lhe entregou os castelos do Templo em 14 de maio de 1320.
O último mestre do Templo português, Vasco Fernandes, na função quando explodiu o caso do Templo, tornou-se o comendador de Montalvão. Os antigos templários, assim como ele, encontraram seu lugar. Os capítulos realizados em 1321, e depois em 1326, permitem que façamos uma idéia da importância da ordem então: 41 comendadorias, bens em 10 cidades e posse de 43 aldeias.
Vale lembrar que a Ordem do Templo foi extinta pelo papa Inocêncio III em 1314 e seus cavaleiros, em Portugal, tiveram como continuar seu monastério militar na Ordem de Cristo.


Fonte: Os Caveleiros de Cristo - Alain Demurger

domingo, 19 de julho de 2009

Sobre o amor e o coração

Nesta semana participei de uma palestra onde o paletrante apresentou a seguinte informação: uma pesquisa mostra que nos EUA apenas 10% das pessoas que tiveram alguma intervenção cirúrgica no coração não mais apresentam os mesmos problemas, ou seja, ficam totalmente curadas. E qual o motivo? Os outros 90% não mudam seus hábitos alimentares, comportamentais e físicos e tornam a apresentar as doenças.
Então fiquei pensando com os meus botões: por que isto acontece?
Lembrei-me então de uma reportagem que vi na televisão onde os monges do mosteiro de São Bento em São Paulo falavam de sua vida monástica e da filosofia beneditina.
Em certo momento um dos monges, falando sobre as palavras de Cristo, disse que mesmo um ateu deve admitir que a Palavra principal de Jesus mereça ser seguida, pois ela fala da vida e não de religião: “Amai-vos uns aos outros como a si mesmo”. Se todos seguissem estas palavras, concluiu o monge, o mundo seria muito melhor.
Então surge a resposta para a pergunta que eu fiz anteriormente. Sigam meu raciocínio:
O mundo está na situação que está com guerras, atentados, falta de caridade e extremamente egoísta e egocêntrico porque as pessoas não amam os outros, certo? Bem se está escrito “amai-vos uns aos outros como a si mesmo” e, na prática, nós não amamos os outros é porque não amamos a nós mesmos. Logo, não nos amando, por que cuidar de nosso corpo para que as doenças não nos atinjam ou mais não retornem? Daí o motivo de 90% das pessoas que fazem as cirurgias cardíacas voltarem a ter o problema.
Devemos realmente amar uns aos outros para que nossas vidas e as de nossos filhos se tornem cada vez melhor.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dez anos de casados

Claudia,
Hoje fazemos dez anos de casamento: bodas de estanho.
Estanho, liga metálica usada para a fabricação do bronze devido a sua capacidade de endurecer o cobre e assim produzir um material duro e ao mesmo com uma flexibilidade que evita que a liga se quebre.
Por que escrevo sobre o estanho em vez de falar de nosso amor e de nossa união de dez anos? Na verdade estou falando da mesma coisa. Assim como o estanho você “ligou” a minha vida para torná-la cada vez mais forte. Com você junto a mim fui capaz de enfrentar as batalhas de meu dia-a-dia com a rigidez necessária para que houvesse um bom combate e, por conseguinte, a vitória. Vitória também que conseguimos por atingir nossos sonhos e, como você disse, alcançar todos os nossos sonhos de consumo, que são poucos, mas que nos deram muito prazer, satisfação e alegrias.
O estanho também foi muito utilizado na idade média para a confecção de utensílios domésticos, tais como, talheres, pratos, canecas, copos e taças. E como uma taça você me completa com o vinho de seu amor, carinho e companheirismo.
Que mais posso falar de você, meu amor, sobre este dez anos de casamento. Sobre metais? Sobre o estanho? Não. Só posso falar que você foi o que melhor me aconteceu nesses últimos dez anos e que é a pessoa mais importante de minha vida.
Amor, obrigado por esses dez anos e que eles sejam mais cem...
Fernando

terça-feira, 14 de julho de 2009

Opinião do escritor Pedro Silva sobre o livro Em Busca da Vera Cruz

Amigos,

Não pude deixar de postar aqui o e-mail que recebi do escritor português Pedro Silva sobre o livro Em busca da Vera Cruz: a saga de um templário. Eis o que o escritor escreveu:

"Prezado Colega Fernandes,

Antes de mais, saudações a partir de Portugal.
Queria aproveitar a oportunidade para informar que, finalmente, terminei a leitura do seu livro "Em busca da Vera Cruz".
Devo afirmar que apreciei imenso.
O texto é deveras interessante mesmo para quem, como eu, prefere ensaio histórico ao romance histórica. Efectivamente, o facto de a obra estar redigida contendo larga informação histórica torna, para mim, a leitura bem mais agradável.
O estilo de escrita é fluido e erudito, apesar de de fácil percepção.
A personagem Elísio é, a meu ver, uma espécia de Galaaz, dentro da sua pureza de espírito e a possibilidade de ter na sua posse uma reliquía cristã de tão grande importância.
Apreciei, também, a ligação a Portugal, no caso à bela localidade de Lamego, norte de Portugal, assim como as descrições dos espaços físicos onde a acção se desenrola.
Não deixa, igualmente, de ser curioso o facto de ter optado pela Vera Cruz e não por outras relíquias mais mediáticas actualmente, como o Graal ou a Arca da Aliança. Isso revela a perspicácia do autor que descobre um nicho literário por explorar, facto pelo qual o elogio, mas acredito que na sua mente terá pesado a possível ligação histórica, ou ao menos simbólica, entre a Vera Cruz e o Brasil, no passado denominado Terra de Vera Cruz.
Percebo agora, ao terminar a leitura, a razão do sucesso literário desta obra e, da minha parte, tornei-me em mais um dos seus múltiplos leitores, ansiando por novos trabalhos.
Uma vez mais, os meus mais sinceros parabéns.

Um abraço,
Pedro Silva"

Pedro, mais uma vez, obrigado.

domingo, 12 de julho de 2009

Pensamento do dia

"Viva de tal forma que, quando seus filhos pensarem em justiça, carinho e integridade, pensem em você."



H. Brown Jr.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pensamento do dia

"Sua vida é como um livro. A folha de rosto é seu nome, o prefácio, sua introdução ao mundo. As páginas são um registro diário de seus esforços, julgamentos, prazeres, desencorajamentos e realizações. Dia a dia, seus pensamentos e atos são inscritos em seu livro da vida. Hora a hora, fazemos o registro que ficará para sempre. Assim que a palavra 'finis' for escrita, que se diga que seu livro é um registro de um propósito nobre, de um serviço generoso e de um trabalho bem feito."
Grenville Kleiser - escritor americano
Texto extraído do livro As 21 irrefutáveis leis da liderança, John C. Maxwell.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pensamento do dia

"A ociosidade é a mãe de todos os vícios. "

Ralph Waldo Emerson *1803 +1882


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pensamento do dia

"Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor."

Madre Teresa de Calcutá *1910 +1997

Filme Arn - O Cavaleiro Templário

Nesta semana tive a oportunidade de assistir o filme Arn - O Cavaleiro Templário.

É sempre complicado assistir a um filme depois de ter lido o livro em em que ele foi baseado. Na verdade o filme foi feito à partir da trilogia As Cruzadas do escritor sueco Jan Guillou.

Fazem parte desta trilogia:

+ A caminho de Jerusalém
+ O cavaleiro templário
+ O novo reino

A história é fantástica e o nível de detalhes que o autor atinge é impressionante.

O romance começa na Suécia medieval, então com o nome de Gothia, passa pela Palestina sob o domínio de Saladino e volta para a Suécia.

Bem, quanto ao filme, ele é um grande resumo dos três livros. Imagine filmar quase 1200 páginas em quase 2h 30min. Só para lembrar, cada um dos filmes da trilogia "O Senhor dos Anéis" dura mais ou menos 3h o que daria um total de quase 9h no total. E isto para quase a mesma quantidade de páginas escritas por Jan Guillou em sua trilogia. Daí da para ter um parâmetro de quanto resumido é o filme.

Mesmo assim não posso deixar de indicar para as pessoas que curtem as cruzadas o filme Arn - O Cavaleiro Templário, principalmente aos aficcionados pelas Cruzadas. Porém, se tiverem a oportunidade de ler a trilogia, não se arrependerão.

O livros foram editados no Brasil pela Editora Bertrand e já há mais um livro que é a continuação da trilogia chamado O legado de Arn.

Quem leu o meu livro irá reconhecer alguns dos personagens na película sueca ou na trilogia, pois, como o livro Em busca da Vera Cruz: a saga de um templário, o história se passa na época da Terceira Cruzada.

sábado, 4 de julho de 2009

Pensamento do dia

"O Pessimista vê dificuldades em toda oportunidade. O Otimista vê oportunidades em todas as dificuldades."

Winston Churchill *1874 +1965

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pensamento do dia

"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."

Madre Teresa de Calcutá *1910 +1997

sábado, 27 de junho de 2009

Pensamento do dia

"Nada consegue impedir o homem que tem a atitude mental correta de atingir as suas metas; nada na Terra consegue ajudar o homem com a atitude mental errada."

Thomas Jefferson *1743 +1826

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pensamento do dia

"Qualquer pessoa pode "começar", mas apenas os ousados "terminarão"."

Napoleon Hill – escritor americano - *1883 +1970

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pensamento do dia

"Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar - e muitos o fazem. Mas é preciso caráter e auto-controle para ter compreensão e perdoar."

Dale Carnegie *1888 +1955

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma aventura em meio a Terceira Cruzada para quem adora games de aventura


Como o livro Em busca da Vera Cruz: a saga de um Templário, o jogo Assassin´s Creed, da Ubisoft, se passa durante a Terceira Cruzada.
O personagem prinicipal é Altair um guerreiro da seita dos assassinos cuja missão é alvejar mortalmente os prinicpais inimigos do Islã. Suas características físicas são diferentes do personagem de meu livro Yusuf, mas as formas de atacar e as cenas relativas à fortaleza de Masyaf estão bem alinhadas com o que está escritos nos livros de história. Atentem para a quantidade de mulheres dentro da fortaleza assassina e as atitudes dos guerreiros quando estes são chamados pelo Mestre da Montanha para se atirarem das muralhas da fortaleza contra o abismo.
As imagens e os detalhes impressionantes das cidades como Damasco, Jerusalém e Acre nos levam a caminhar pelas pequenas vielas, igrejas, templos e feiras da época de 1191.
Para aqueles que gostam de uma diversão eletrônica, vale à pena jogar.
Em minha opinião, foi o melhor jogo que já joguei. Mas sou meio suspeito para dar esta opinião, não é...?
E para quem gostar do jogo, mais uma novidade. Está previsto o lançamento do Assassin´s Creed 2 para o dia 17 de novembro de 2009.

Pensamento do dia

"Sabedoria estabelece limites mesmo ao conhecimento."

Friedrich Nietzsche (*1844 +1900)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Pensamento do dia

“A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.”

Sun Tzu – autor de A Arte da Guerra

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pensamento do dia

“Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos”

John Kennedy

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pensamento do dia

“Determinação coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso.
Se estamos possuidos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los.
Independentimente das circustancias,devemos ser sempre humildes,recatados e despidos de orgulho.”

Dalai Lama

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Como funciona a motivação?

Eu quero pôr uma questão em discussão com vocês leitores do meu blog e ela é relativa ao tema liderança. Pretendo com esta discussão formar uma opinião mais segura para utilizar o tema em um futuro ensaio, que pode ser tornar um romance.

Seguem as questões:

O que faz uma pessoa ser garçom em um restaurante por mais de vinte anos e ainda se motivar a acordar cedo para ir trabalhar todos os dias, às vezes até de domingo a domingo, sempre trabalhando com um sorriso nos lábios e demonstrando sua satisfação?

O que faz um alto executivo de uma empresa enfrentar cada vez mais desafios, dirigindo varias empresas a milhares de quilômetros uma das outras e vendo sua família, quando vê, apenas aos finais de semana?

E o que dizer do empresário que tem por sua responsabilidade cerca de quatrocentos funcionários e, consequentemente quatrocentas famílias, com uma gana e uma vontade de um recém formado?

Por fim: o que motiva um caixa de um banco trabalhar em um processo extremamente burocrático, repetitivo e alvo de reclamações diárias?

Conto com a ajuda de vocês para chegarmos juntos a uma conclusão.

domingo, 7 de junho de 2009

Pensamento do dia

A única forma de vencer uma discussão é evitá-la.

Dale Carnegie, autor de Como fazer amigos e influenciar pessoas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A crise segundo Albert Einstein

"Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo sem ter sido superado.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

Albert Einstein *14/03/1879 + 18/04/1955

terça-feira, 2 de junho de 2009

A medição do tempo na Idade Média

Apesar de já serem conhecidos alguns dispositivos de medição de tempo, como o relógio d'água e o relógio de sol, o ritmo do tempo na Idade Média era regulado principalmente pelo curso do sol: ele era curto no inverno, longo no verão.

Os horários eram referenciados através do badalar dos sinos dos mosteiros, que anunciavam os ofícios mais ou menos a cada três horas: matinas à meia-noite, laudes as três da manha, prima as seis, terça as nove, sexta ao meio-dia, nona às três da tarde, vésperas as seis e completas às nove da noite.

Essas horas canônicas não eram regulares, variando de acordo com a latitude, a estação ou a pontualidade do monge encarregado de tocar o sino.
Na Inglaterra terça, sexta e nona eram anunciadas mais cedo que no continente europeu, razão pelo qual "noon", em inglês, originado da nona, acabou por designar meio-dia.

Fonte: No tempo dos cavaleiros da távola redonda - Michael Pastoureau - Companhia das Letras

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Zé Rodrix

Pensei muito antes de escrever este post e então tomei a decisão de escrever.

A morte de Zé Rodrix me deixou bastante abalado e explico os motivos.

A reportagem informou que ele teve um infarte no miocárdio e que ele havia feito um “check up” neste ano que não identificou nenhuma anormalidade. Foi exatamente o que aconteceu com o meu pai.

Outro motivo foi que no dia do lançamento de meu livro, ao ir até o café da Livraria da Vila, eu vi que lá estava Zé Rodrix que negociava o lançamento de sua Trilogia do Templo.

Pensei na hora que era um sinal, mas, mesmo assim, não tive coragem de me dirigir a ele e oferecer um livro meu. Depois que comentei o fato com alguns amigos, eles me disseram que eu não poderia ter perdido esta oportunidade.

O que respondi foi que o mundo dava muitas voltas e que um dia eu o encontraria e daí não perderia esta ocasião oportuna novamente...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma frase para fazer-nos pensar

“O crente não se deixa despojar de sua fé, nem com argumentos nem com proibições. E se isso por ventura fosse conseguido, seria uma crueldade. Uma pessoa habituada a tomar narcóticos não conseguirá dormir se a privarmos deles.”

Freud, O futuro de uma ilusão*

* Texto extraído do livro O Deus exilado: breve história de uma heresia – Marília Fiorillo – Ed. Civilização Brasileira

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ordens Medievais de Cavalaria


"Duas perguntas agitavam a Idade Média por volta do século XI. Como cristianizar uma a guerra? Como ter um corpo de soldados disposto a assumir com fidelidade e de uma maneira permanente a defesa dos cristãos e sua missão contra "o Infiel"?
Como resposta, a cristandade medieval criou, não sem alguma resistência, instituições originais: as ordens militares.
Vivendo como monges, sem no entanto serem monges de fato, e agindo ao mesmo tempo como cavaleiros leigos e "cavaleiros de Cristo", protegiam-se, e atacavam, com duas armaduras: a de ferro e a da fé"
É assim que o livro Os cavaleiros de Cristo da autoria dos historiador Alain Demurger, professor da Universidade de Paris, inicia a apresentação de seu conteúdo na “orelha” da capa.
Quem leu o livro “Em Busca da Vera Cruz - A Saga de um Templário” e não tem um conhecimento mais apurado sobre o assunto pode pensar que só haviam duas Ordens de Cavalaria na época das cruzadas: os Templários e os Hospitalários.
Na realidade existiam várias ordens além das citadas acima, que são as mais conhecidas. Posso citar:
· Ordem dos Cavaleiros Teutônicos;
· Ordem de Santiago;
· Ordem do Santo Sepulcro;
· Ordem de Avis;
· Ordem de Calatrava;
· Ordem de Cristo, entre outras.
Plagiando o autor Demurger, “as ordens de cavalaria foram criadas para combater os infiéis”. Aqui vale ressaltar que os “infiéis” não seriam combatidos apenas na Palestina, mas também na Península Ibérica e, no caso dos Teutônicos, na Europa Oriental.
Na Península Ibérica as ordens de Santiago, Avis, Calatrava, Montesa, Avis e outras foram criadas para combater os mouros que estavam no local desde o século VIII e, assim, ajudar os reis de Portugal e dos reinos que hoje constituem a Espanha na reconquista das terras aos cristãos.
Os cavaleiros Teutônicos participaram das Cruzadas, e estavam ao lado do imperador do Império Romano-Germânico quando da reconquista de Jerusalém na Sexta Cruzada. Contudo, como os cavaleiros Hospitalários, os Teutônicos se tornaram senhores feudais e comandavam boa parte da atual Polônia . De sua região os Teutônicos atacavam e até mesmo massacravam os “infiéis” lituanos que, na época, não seguiam a Cruz.
Enfim, o conceito de infiéis sempre foi utilizado para atacar os dissidentes da igreja e as religiões que não seguiam a Cristo e muitos foram perseguidos além dos muçulmanos, como os judeus e os cátaros albigenses do sul da França.Terei oportunidade de, em futuros posts, apresentar um pouco das ordens de cavalaria mais conhecidas.
Na imagem acima podemos ver uma ilustração das seguintes ordens, com os seus devidos símbolos:
· Ordem do Santo Sepulcro;
· Ordem de Malta (nome atual dos Hospitalários);
· Ordem do Templo (Templários);
· Ordem de Santiago;
· Ordem dos Cavaleiros Teutônicos.

domingo, 24 de maio de 2009

Não percam hoje o filme "Cruzada"


Hoje a rede Globo de televisão irá exibir o filme "Cruzada" cujo ator principal é Orlando Bloom.
O título original deste filme é "Kingdom of Heaven" ou "Reino do Paraíso", em tradução livre, e tem como principal tema o perda de Jerusalém para o sultão Saladino, líder dos muçulmanos, após a malfadada Segunda Cruzada.
Estou recomendando este filme, pois foi uma das minhas prinicpais inspirações para o meu livro "Em busca da Vera Cruz - A saga de um Templário". Foi lá que, apesar de ler muito sobre o tema, tive meu primeiro contato com este personagem tão intrigante que é Saladino.
A personalidade do sultão me deixou tão encantado que logo após sair do filme fui direto a uma livraria para ver se havia algo sobre este tão valoroso guerreiro.
Encontrei o livro "O livro de Saladino" de Tariq Ali: um ótimo romance sobre a vida do sultão, que também recomendo.
Apesar de alguns pequenos erros históricos, como a utilização dos Templários pelos líderes cruzados para ataques contra imigos cristãos, o filme é bastante fiel à História.
Atentem para personalidade do rei cristão de Jerusalém, Guy de Lusignan, e começarão a entender como os cristãos começaram a perder a Terra Santa.
Outro importante personagem importante é Reinaldo de Chatillon que com suas atitudes insanas despertou a ira de Saladino.
O principal personagem do filme é Balian de Ibelin (Orlando Bloom). Realmente ele existiu e, ao contrário do que é mostrado no filme, ele participou da batalha dos Cornos de Hattin e foi um dos pouco sobreviventes. Todavia ele relmente foi o nobre que defendeu Jerusalém.
Enfim, vejam o filme e entrem no clima da Terra Santa à epoca das Cruzadas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Entrevista com o escritor português Pedro Silva

No final do mês de março deste ano eu tive uma grata surpresa ao ver em minha caixa de entrada um e-mail do escritor português Pedro Silva, autor, entre outras obras, do livro "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone Editora, Brasil, 2005)”. Este livro foi fundamental para criar a base para a história de meu romance “Em busca da Vera Cruz: a saga de um Templário” e, obviamente, se tornou de imensa importância para a conclusão de meu projeto. Foi no site de meu livro que ele pode verificar que apontei seu livro com uma das fontes de pesquisa por mim utilizada.

Desde o seu primeiro contato nós estamos mantendo algumas trocas de e-mail e a partir destas “conversas”, surgiu a idéia de fazermos um entrevista para que alguns dos leitores de meu blog pudessem conhecer um pouco mais deste escritor. Com a gentileza costumeira Pedro Silva prontamente atendeu ao meu pedido e muito simpaticamente respondeu as minhas questões que, penso, também gostariam de ser feitas por muitos dos leitores de meu livro.

Sinto-me honrado em poder apresentar aqui um pouco das idéias e a personalidade deste autor de mais quarenta títulos, principalmente por ele ter atendido tão prontamente a este escritor que ainda está no início desta difícil caminhada literária.



1. Pedro, você pode falar sobre a sua carreira de escritor, como iniciou e como começou a se interessar sobre os Templários?

“Curiosamente, desde os cinco anos que sonhava ser escritor. Das pequenas histórias iniciais, que nada mais eram do que pueris tentativas de redacção literária, veio o interesse, no final da adolescência, pelo ensaio histórico. E os Templários surgem naturalmente, atendendo a que nasci na cidade de Tomar (Portugal), famosa pela sua ligação a esta ordem militar e religiosa, que aqui teve a sua principal sede no meu país.”


2. Quais foram as suas influências e inspirações?

“Sobretudo, aprendi a apreciar a leitura mediante os textos de escritores como Kafka, Enid Blyton ou Lídia Jorge. Com o tempo, aprendi que todos os livros nos ensinam algo e isso tornou-se forte motivação para passar, eu próprio, a escrever. Queria, em primeiro lugar, escrever sobre temas que pudessem interessar aos leitores. Um segundo aspecto que tinha em mente era criar obras que fossem, simultaneamente, informativas, educativas e fáceis de ler (isto é, acessíveis a todo o género de leitores e não apenas os letrados). Por último, sempre tive a ambição de que os meus textos fossem efectivamente apreciados por todos os leitores.”


3. Qual a influência dos Templários na fundação do reino de Portugal?

“Sem sombra de dúvida que a influência dos Templários na fundação do reino português foi imensa. Nas minhas obras dedicadas ao tempo, faço sempre questão de referir que houve um triângulo primordial para que Portugal nascesse tão cedo no tempo: D. Afonso Henriques, S. Bernardo de Claraval (mentor da Ordem do Templo e líder dos cistercienses, familiar do primeiro monarca português) e, naturalmente, os Templários (no caso em concreto, sob a égide do grande Mestre D. Gualdim Pais, amigo de infância de Afonso Henriques). A estas três figuras se deve, primordialmente, a fundação do reino de Portugal.”


4. Você acha que os Cavaleiros do Templo tinham culpa das acusações que foram reputadas a eles no processo instaurado pelo rei da França, Felipe, o Belo e pelo Papa Clemente V, causando a extinção da Ordem e a morte do último grão-mestre Jacques de Molay?
“O tempo e as investigações históricas têm dado razão a todos aqueles que defendem que os Templários eram inocentes das acusações perpetradas contra eles por Felipe de França e os seus algozes. Verdade seja dita que, entre um tão vasto grupo de homens, terão existido, entre os Templários, pessoas de índole menos nobre. No entanto, tal existe (e existiu) em todas as instituições da Humanidade. a Ordem do Templo não era, porém, tão maléfica como foi insinuado na campanha de terror levado a cabo pelo monarca francês.”


5. Segundo os historiadores, A Ordem dos Cavaleiros do Templo foi extinta pela Igreja em 1312. Em sua opinião todos os Templários desapareceram em 1312 ou se integraram em outras Ordens ou seitas secretas?

“Sem dúvida que essa questão é de difícil resposta. Oficialmente - e para um ensaísta esta é sempre a versão principal - os Templários desapareceram no século XIV. À falta de documentos que comprovem o contrário, sou levado a concluir que os antigos cavaleiros da Ordem do Templo não ingressaram em seitas secretas. O que a História conta é que, por exemplo, em Portugal, a sua grande maioria integrou a futura Ordem de Cristo. Creio ser, assim, mais lógico concluir que os Templários se filiaram em outras instituições religiosas.”


6. Os Templários ainda existem no século XXI?

“Na minha óptica, não existem Templários no século XXI. A Ordem do Templo foi extinta no século XIV. Aos cavaleiros que ingressaram em outras estruturas, as brumas do tempo acabaram por torná-los em "antigos templários". Porém, o que se nota é um certo "espírito templário", isto é, uma procura, da parte de algumas pessoas, do retorno ao passado, identificando-se com alguns elementos teóricos da antiga estrutura criada em Jerusalém.”


7. Dos mais de quinze livros que você escreveu, qual deles é o seu preferido? Por quê?

“A minha actividade literária iniciou-se em pleno ano 2000 e, até ao momento, publiquei um pouco mais quarenta títulos, pelo que se torna assaz difícil escolher aquele livro que considero como o preferido. Mas, a ter que seleccionar algum, talvez apontasse para o primeiro, no caso "Ordem do Templo: Em Nome da Fé Cristã", não apenas por ter sido a primeira obra que publiquei, mas porque me permitiu entrar no mercado editorial brasileiro no ano seguinte e, igualmente, conhecer diversos leitores e colegas escritores que, tendo lido essa obra, acabaram por entrar em contacto comigo, dando início a um interessante intercâmbio cultural e literário.”


8. Quais são as suas obras que foram lançadas no Brasil?

“Curiosamente, até ao presente momento, continua a ser Brasil (e não no meu país) onde tenho mais títulos publicados. Segue a lista das minhas obras lançadas no país-irmão:”
- "História e Mistérios dos Templários" 2ª Edição Esgotada (Ediouro, Brasil, 2001) Ensaio
- "Os Templários e o Brasil" (Flâmula Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone Editora, Brasil, 2005) Ensaio
- "Templários (Ordem Militar e Religiosa)" (Catedral das Letras, Brasil, 2005) Ensaio
- "Confraria Mística Brasileira: a História" (MAP, Brasil, 2006) Ensaio
- "Símbolos e Mitos Templários" (Centauro Editora, Brasil, 2006) Ensaio
- "Roteiro Místico de Portugal" (Editora Leitura, Brasil, 2006) Turismo
- "Romance na Net" (Idea Editora, Brasil, 2006) co-autor: Eliete Madureira / Ficção
- "Os Grandes Mistérios da Humanidade" (Axcel Books, Brasil, 2006) Ensaio
- "Assassinos" (Pulso Editorial, Brasil, 2006) Ensaio
- "O Código da Maçonaria" (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Ensaio
- "1977" (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Crónicas
- "Portugal-Brasil: A Aventura do Descobrimento" (LGE Editora, Brasil, 2007) co-autor: Jean Angelles / Ilustrações: Gleydson Caetano / Ficção Infantil
- "Roteiro do Portugal Templário" (Letras e Magia, Brasil, 2007) Turismo
- "História Mística do Brasil" (Centauro Editora, Brasil, 2007) Ensaio
- "O dia em que a Corte Portuguesa chegou ao Brasil" (Pulso Editorial, Brasil, 2007) Ensaio
- "As Maiores Personalidades da História" (Universo dos Livros, Brasil, 2007) Primeiro Volume da Colecção "História Extraordinária do Mundo" / Ensaio
- "Templários (História Integral)" (Letras e Magia, Brasil, 2007) Ensaio
- "As Maiores Civilizações da História" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Segundo Volume da Colecção "História Extraordinária do Mundo" / Ensaio
- "Os mais belos lugares para se conhecer (antes que eles acabem)" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Ensaio
- "A Magia das Palavras" (LGE Editora, Brasil, 2008) Ilustrações: Fernando Reis / Ficção Infantil
- "Grandes Enigmas do Passado (Desvendando o Inexplicável)" (Pulso Editorial, Brasil, 2008) Ensaio
- "A Lança Sagrada de Hitler" (Universo dos Livros, Brasil, 2008) Ensaio
- "Baphomet – um enigma templário" (Letras e Magia, Brasil, 2008) Ficção
- "Ordem dos Assassini: os primeiros terroristas da humanidade" 1ª Reimpressão (Pulso Editorial, Brasil, 2009) Ensaio


9. Você tem planos para o lançamento de uma nova obra? Você poderia nos adiantar o assunto?

“Actualmente, encontro-me bastante empenhado em apostar no mercado de língua espanhola. Assim, depois do primeiro título publicado em Espanha no ano passado, é provável que volte a lançar mais uma obra de minha autoria neste país. No caso em concreto trata-se de um livro redigido com um colega escritor espanhol que aborda um lado mais misterioso da História de Portugal e Espanha, sendo que cada autor redigiu a parte concernente ao seu país de origem.

Antes de terminar, queria agradecer ao meu colega escritor F. Fernandes, a disponibilidade para esta entrevista que muito me honrou, dando-me a oportunidade de estar uma vez mais em contacto com os meus leitores brasileiros.”

sábado, 16 de maio de 2009

Oração de São Jorge



Na época das Cruzadas os soldados europeus se identificaram bastante com o São Jorge da Capadócia, santo guerreiro e protetor dos desamparados.


A identificação foi tão grande, principalmente aos ingleses, que ele se tornou o santo padroeiro da Inglaterra. Era também venerado pelos Templários.


Segue a oração de São Jorge com uma iluminura Ortodoxa do santo guerreiro:


“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.


Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.


Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.


Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.


São Jorge Rogai por Nós.”


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Simplesmente Notre Dame


Sabe quando você tem um sonho de infância e pensa que ele nunca irá se realizar, ou melhor, até sabe que vai, mas num tempo muito, muito distante? Imagine que este sonho é visitar um lugar. Não um lugar qualquer, mas um lugar muito especial. Um lugar com centenas de anos e com uma magia que transcende à crença religiosa. Agora imagine você conseguindo nesse lugar, e mais: acompanhado com a mulher de sua vida.
Bem, foi isso que aconteceu comigo em setembro de 2008. Tive a sorte e a honra de conhecer a catedral de Notre Dame, em Paris, juntamente com a minha esposa Claudia.
Sempre imaginei que quando chegasse o momento de entrar na catedral eu cairia de joelhos e não pararia de chorar. Bem isso aconteceu, todavia foi em outra igreja, em outra cidade, em outro país, mas esta é uma outra história para outro “post”.
O que realmente aconteceu foi algo mágico: no dia seguinte o Papa Bento XVI estaria em visita em Paris e ele realizaria uma missa em Notre Dame. Para o evento haveria um coral, que estava ensaiando no exato momento em que visitávamos a magnífica igreja. Foi então que aconteceu um dos momentos mais emocionantes da minha vida que apenas uma mulher como a Claudia poderia me proporcionar: um facho de luz entrou por um dos enormes vitrais, iluminando o altar central. Como em sincronismo o coral e a orquestra começaram a tocar e a Claudia... Bem a Claudia entrou em um profundo estado de emoção e começou a chorar compulsivamente. Eu a abracei e pude perceber todo o significado daquele choro. A emoção que ela estava sentindo começou a fluir por mim e entendi tudo o que ela estava sentindo.
A emoção, o local, a situação fizeram com que aquele fosse um momento impar e extremamente emocionante, que eu nunca mais esquecerei, principalmente por ter passado ao lado da mulher da minha vida.
Obrigado Claudia por ter me propiciado toda aquela emoção.