A Terceira Cruzada, a Cruzada dos Reis, foi encabeçada pelo imperador do Sacro Império Romano Germânico, Federico Barba-Roxa e pelos reis da Inglaterra e da França, Ricardo I e Felipe Augusto, formando o maior continente de cruzados desde a Primeira Cruzada.
Federico partiu por terra com um grande exército fazendo o caminho pelo vale do rio Danúbio. Sua empreitada, porém, foi trágica. Ao atravessar um rio da Cilícia, região da Armênia, ele caiu de seu cavalo e morreu afogado. Este foi o fim do apoio maciço dos germânicos cujo principal corpo da tropa resolveu retornar ao seu país.
Ricardo e Felipe vieram por mar. O francês chegou ao Acre primeiro, antecipando-se ao rei inglês por dois meses. Ricardo se atrasou devido ao naufrágio de alguns navios de sua esquadra junto à costa do Chipre. Aproveitando a sua “estadia” na ilha e com o apoio dos habitantes, Ricardo promoveu uma revolta e assumiu o controle da ilha. Muitos dos guerreiros ingleses do exército haviam participado no apoio aos portugueses na reconquista de Lisboa, Silves e outras cidades tomando-as do domínio mouro (árabes que viviam na Península Ibérica).
Como descrito no livro, a conquista do Acre pelos cristãos só foi possível devido à tenacidade, valentia e ferocidade do rei Ricardo da Inglaterra. Depois desta conquista e dos fatos decorrentes dela, Ricardo recebeu a alcunha de Coração-de-Leão.
Suas atrocidades também são verdadeiras. Um dos momentos mais cruéis ocorridos na história das Cruzadas foi o assassinato por decapitação de todos os prisioneiros árabes, civis e militares, que viviam no Acre. Isto ocorreu devido à quebra de acordo entre o rei inglês e Saladino.
O sultão Saladino, cumprindo os termos de rendição do Acre, deveria entregar seus principais prisioneiros cristãos e a Vera Cruz, que tinha sido tomada na batalha de Hattin, além de ceder todos os armamentos e todas as riquezas encontradas no Acre. Em contrapartida o rei inglês deveria libertar todos os prisioneiros.
Saladino, desconfiado das reais intenções de Ricardo, não soltou os principais prisioneiros. Em retaliação o inglês promoveu o “Massacre do Acre”. Todos os prisioneiros, incluindo mulheres e crianças, foram decapitados.
Foi então que o líder árabe mandou que seus homens escondessem a Vera Cruz. Nunca mais se ouviu ou foi relatado o paradeiro da Sagrada Relíquia.
Com a tomada do Acre e do aumento do poder de Ricardo em relação ao rei francês, começaram a ocorrer desavenças e o Felipe Augusto decidiu retirar as suas tropas e voltar para a França.
Mesmo com um continente reduzido Ricardo Coração-de-Leão decidiu atacar Jerusalém, mas quando suas tropas estavam próximas à cidade um fato inusitado aconteceu. Sem nenhum motivo aparente Ricardo decidiu desistir do ataque e voltar para a Inglaterra onde o seu irmão estava usurpando seu trono.
Os historiadores não concordam com o possível motivo desta atitude de Ricardo. O motivo mais plausível foi que Ricardo sabia que mesmo se ele conquistasse a Cidade Sagrada o exército cristão não conseguiria mantê-la por muito tempo.
É fato que apesar das atitudes insanas de Ricardo, ele foi considerado um grande guerreiro e líder além de ter sido respeitado pelos seus inimigos. Ao saber que Ricardo iria se retirar da Palestina, Saladino, considerado até hoje como um dos maiores líderes de todos os tempos, mandou uma mensagem para o rei inglês: ”Se um dia eu tiver que perder Jerusalém para um cristão, que seja para Ricardo da Inglaterra”.
A bravura e as atitudes de justiça e coerência de Saladino passaram a ser considerados pelos europeus como referências para a cavalaria medieval. O líder sarraceno ainda hoje é considerado um dos maiores heróis dos muçulmanos.
gostei muito desse blog .
ResponderExcluirele me ajudou bastante no trabalho
nunca pude ler esse livro mais quero conhecer
acho tambem q voce deveria colocar mais cruzadas ai o seu blog ia bombar